segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Trampolim para a vitória

 

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Corpo e mente se influenciam mutuamente. Portanto, a alegria, a esperança e outros sentimentos positivos ativam mecanismos psicológicos e aumentam o potencial do sistema imunológico. Quanto mais feliz a pessoa, maior a sua chance de cura. Já o desespero e outros sentimentos negativos enfraquecem o corpo porque sugam a vitalidade.

Nosso corpo é a melhor farmácia do mundo

Paz de espírito, esperança e vontade de viver são um “santo remédio”. Esses ingredientes estimulam e elevam os poderes de recuperação do corpo e, dessa forma, aumentam a eficácia dos remédios e aceleram a cura de doenças.

O segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, dizia que o corpo humano é uma grande indústria farmacêutica, e o Dr. Norman Cousins, em diálogo com o presidente Ikeda, afirmou que o corpo humano é a melhor das farmácias.

A “medicina budista” consiste em se dedicar às atividades que produzam abundante energia vital porque estas geram a sabedoria para ser “médico e enfermeiro de si mesmo”. Com esse vigor, organizamos a vida com criatividade e usufruímos dos avanços da medicina em busca de tratamentos eficazes.

Trampolim para a vitória

Ninguém escapa de doenças nem da morte. A questão é fazer destas o impulso para uma vida mais forte e saudável.

Mesmo que o corpo adoeça, um budista nunca deve deixar adoecer sua força espiritual, sua decisão de vencer o medo da doença e da morte. Deve avançar até o último instante com vontade irrefreável de triunfar e de inspirar pessoas.

No livro Sabedoria na Saúde, o presidente Ikeda afirma: “Mesmo que nosso corpo seja afetado por uma doença, se nossa mente é forte, exercerá uma influência positiva em nossa condição física. Nossa atitude firme e forte, bem como a deteminação interior de estarmos bem, é muito importante. Esse é o segredo para a saúde permanente de nossa energia vital” (p. 301).

Dormir revigora

Dormir bem melhora a vida. Um dos segredos para uma ótima e revigorante noite de sono é viver plenamente o dia, se esforçar para se deitar e levantar no mesmo horário, ter um bom colchão, evitar comer em demasia à noite e ter farta energia vital.

Josei Toda dizia que deveríamos tentar deitar antes da meia-noite. Dormir põe nossa vida em contato com a vida do universo e nos reabastece com energia vital.

O presidente Ikeda ressalta: “O segredo para um sono saudável está naquilo que fazemos durante o dia. O dia foi gratificante e pleno de realizações mental e fisicamente? Por sua vez, um sono saudável à noite contribui para que nossas atividades do dia seguinte sejam saudáveis. Desejo que todos os nossos leitores criem consecutivos dias de valor dourado com a ajuda de sucessivas noites de sono profundo e revigorante” (Ibidem, p. 144).

Encorajamento é saúde

Quer ajudar uma pessoa a melhorar a saúde? Encoraje-a! O encorajamento revigora o mundo mental e ativa mecanismos de cura incríveis.

Como a mente e o corpo existem em total unicidade, “o encorajamento e o apoio calorosos transmitem segurança e força, esperança e autoconfiança. E a paz espiritual e a esperança estimulam a energia vital da pessoa” (Ibidem, p. 301).

Com energia vital, nasce a sabedoria e a pessoa age de forma correta em busca da cura.

A doença é inevitável e nesse momento é fundamental orar com firmeza e evidenciar sabedoria para superar a doença.

A recitação e a propagação dinâmicas e ressonantes do Nam-myoho-renge-kyo fortalecem nossa energia vital e com sabedoria e boa sorte utilizamos os serviços médicos qualificados e obtemos tratamento adequado.

Excesso de peso e a ‘verdadeira dieta’

Obesidade é um peso extra que temos de carregar. Acarreta pressão nas costas, nos joelhos, prejudica o coração e os pulmões. Reproduzimos trechos do livro Sabedoria na Saúde.

Presidente Ikeda: Qual é, em poucas palavras, a causa da obesidade?

Médico: A causa direta da obesidade é — surpresa! — comer excessivamente. Quando obtemos mais energia do que gastamos, esse excesso é armazenado no corpo como gordura. Naturalmente, a falta de exercício diário é outro motivo.

Presidente Ikeda: Ouvimos sempre que existem pessoas com notável metabolismo que podem comer de tudo o que desejam sem ganhar peso, provocando inveja àquelas que engordam com facilidade. Isso é um fator de hereditariedade?

Médico: Acreditamos que as pessoas herdam uma tendência para engordar. No entando, essa tendência não as condena à obesidade. O que de fato importa são os hábitos que adquirimos desde a infância, em especial com relação à prática de exercícios e à alimentação. Evitar comer em demasia para se manter vigoroso e desfrutar uma vida longa e saudável é o conselho médico mais eficaz.

Presidente Ikeda: Quais as sugestões práticas para a pessoa perder peso e evitar a obesidade. Acredito que isto é o que mais interessa para nossos leitores.

Médico: Não existem tratamentos milagrosos para se perder peso da noite para o dia. A regra básica é comer apenas certa quantia até se sentir ‘oito décimos satisfeito’. É deixar um espaço livre. Deve-se parar de comer justamente no momento em que deseja comer mais um pouquinho. Isso requer disciplina, mas, se conseguir esse feito ficará surpreso com a diferença que isso faz.

Presidente Ikeda: Conforme diz o ditado: “Falar é fácil, difícil é fazer”! [...] Em vez de se preocupar com a aparência diante dos outros, o mais importante é controlar a própria vida e se sentir satisfeito consigo próprio. Uma vida equilibrada e inteligente é o que podemos chamar de verdadeira dieta.

Evite o resfriado

Ser saudável é uma batalha constante. A sabedoria budista para viver bem e bastante nasce do esforço diário focado em cultivar uma vida equilibrada e jovial.

O resfriado e a gripe são as doenças mais comuns. Espirros, coriza e febre acompanham essa moléstia e praticamente todos os seres humanos do mundo manifestam-na pelo menos uma vez por ano. Segundo os médicos, ela está correlacionada, entre outros, com excesso de trabalho, dormir sem se aquecer direito e exposição a baixas temperaturas depois de um banho quente.

O presidente Ikeda orienta: “É realmente importante não deixar que a exaustão se acumule. Evitar a fadiga crônica é o melhor meio de prevenir todas as doenças. Quando estiver cansado, deve ir para a cama cedo e dormir” (Ibidem, p. 25).

Sobre os resfriados, ele afirma que é preciso, além dos cuidados usuais, “determinar não apanhar um resfriado, pois essa decisão estimula os nervos do corpo e aumenta a resistência contra a doença” (Ibidem, p. 26).

Ele conclui: “Um estilo de vida sábio e criterioso transbordante de vitalidade são o melhor meio para prevenir e tratar resfriados” (P. 29).



A essência do budismo professado pela Soka Gakkai

 

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A essência do budismo professado pela Soka Gakkai é a convicção de que todos têm capacidade de superar qualquer dificuldade e de transformar seu sofrimento a cada instante. Nossa própria vida possui esse poder porque é inseparável da lei fundamental que sustenta o funcionamento do universo.

O buda Nichiren Daishonin surgiu no século 13 no Japão, teve sua existência marcada como monge budista cujos ensinamentos a Soka Gakkai Internacional (SGI) se baseia, e foi quem despertou para essa lei universal, ou princípio, nomeando-a Nam-myoho-renge-kyo.

Com a prática budista que ele criou e desenvolveu (de recitar Nam-myoho-renge-kyo), abriu-se o caminho para todas as pessoas ativarem o poder desta lei inerente dentro da própria vida. Dessa forma, pela sincera e convicta recitação de daimoku podemos infalivelmente experimentar a alegria de que somos capazes de nos libertar do sofrimento no nível mais fundamental.

Shakyamuni, fundador do budismo, viveu na Índia há cerca de 2.500 anos e foi o primeiro a despertar para essa lei pelo desejo de encontrar meios que permitissem a todas as pessoas serem livres das dores inevitáveis da vida. É por isso que ele é conhecido como Buda, ou Aquele que Despertou. Ao descobrir que a capacidade de transformar o sofrimento era inata na sua própria vida, ele também concluiu que ela habitava dentro de todos os seres.

O registro dos ensinamentos de Shakyamuni para despertar as pessoas foi compilado para a posteridade em vários sutras budistas. O ponto culminante desses ensinamentos é o Sutra do Lótus. Em japonês, “Sutra do Lótus” é representado como Myoho-renge-kyo.

Em meio à turbulência do século 13 no Japão, ou seja, várias centenas de anos após Shakyamuni, Nichiren Daishonin começou uma busca para recuperar a essência do budismo, estudando-o vorazmente desde criança para o bem das pessoas do povo. Despertando para a lei da vida inerente a si mesmo, ele foi capaz de discernir que essa lei fundamental está contida no Sutra do Lótus revelado por Shakyamuni, e concisamente expressa no título Myoho-renge-kyo. Daishonin designou o título do sutra como o “nome da Lei” e estabeleceu a prática da recitação do Nam-myoho-renge-kyo no meio pragmático para que todos pudessem concentrar o coração e a mente na oração e manifestar seu poder transformador em realidade.

A palavra nam é derivada de namas, que, em sânscrito, significa “devoção” ou “dedicar a própria vida”. Nam-myoho-renge-kyo, portanto, é assumir um compromisso numa expressão da determinação em abraçar e manifestar a natureza de buda intrínseca. É um compromisso consigo mesmo de nunca ceder às dificuldades e conquistar a vitória sobre os sofrimentos. Ao mesmo tempo, é um juramento de ajudar os outros a revelar essa Lei na própria vida e alcançar a felicidade.

Um profundo significado

Os ideogramas chineses individuais que compõem Myoho-renge-kyo expressam as principais características dessa Lei. Myo pode ser traduzido como “místico” ou “maravilhoso”, e
ho significa “lei”, e é chamada “mística” apenas porque é difícil
de compreender. O que é exatamente difícil de compreender? É a admiração das pessoas comuns, que são vítimas de
ilusão e sofrimento, despertando para a lei fundamental em sua própria vida, fazendo brotar sabedoria e compaixão e, percebendo que são budas, são capazes de resolver os próprios problemas e os dos outros. A Lei Mística tem o poder de transformar a vida de qualquer pessoa, mesmo a mais infeliz, a qualquer momento e em qualquer circunstância, em uma vida de suprema felicidade.

O termo renge, que significa “flor de lótus”, é uma metáfora que oferece uma visão mais profunda das qualidades da Lei Mística.
A flor de lótus é pura e perfumada, cresce em água lamacenta mas permanece imaculada. Da mesma forma, a beleza e a dignidade de nossa humanidade vêm à tona em meio aos sofrimentos da realidade diária.

Sua peculiaridade é que ela produz
a flor e o fruto ao mesmo tempo. Na maioria das plantas o fruto se desenvolve após a flor desabrochar e as pétalas caírem. O fruto da planta do lótus, no entanto, se desenvolve simultaneamente com a flor, e quando ela se abre, o fruto já está dentro. Isso ilustra o princípio “simultaneidade de causa e efeito” — não temos de esperar para nos tornarmos perfeitos no futuro, podemos revelar o poder da Lei Mística de dentro da nossa vida a qualquer momento. Esse princípio esclarece que a nossa vida é interiormente equipada com o grande estado de vida de um buda e que a conquista desse estado tão elevado é possível simplesmente abrindo-se para ele. Outros sutras, exceto o Sutra do Lótus, ensinaram que as pessoas poderiam atingir a iluminação apenas com a prática budista ao longo de muitas existências, adquirindo as características de um buda uma de cada vez. O Sutra do Lótus contraria essa ideia ensinando que os traços de um buda estão presentes em nós desde que nascemos.

Por fim, a palavra kyo significa literalmente “sutra”. Como essa lei fundamental permeia a vida de todo o universo, isso indica ser a Lei Mística uma verdade eterna. O ideograma chinês
kyo também dá a ideia de uma “linha”: quando um tecido é fabricado, inicialmente as linhas verticais são colocadas
no lugar. Elas representam a realidade básica de vida, a estrutura estável através da qual as linhas horizontais são tecidas. Essas linhas horizontais, que representam as diversas atividades da nossa vida diária, compõem o tecido-padrão, dando cor e variedade. O “tecido da nossa vida” é composto tanto pela verdade fundamental e duradoura como pela realidade movimentada da nossa existência diária com sua singularidade e diversidade. Uma vida composta apenas de linhas horizontais rapidamente se desfaz.

Estas são apenas algumas das maneiras pelas quais o nome “Myoho-renge-kyo” descreve a Lei Mística. A recitação do Nam-myoho-renge-kyo é um ato de fé na existência da Lei Mística que rege todos os fenômenos do universo e na magnitude das possibilidades inerentes a qualquer forma de vida.

Em seus escritos, Nichiren Daishonin enfatiza a essência da fé ao escrever: “O Sutra do Lótus, no qual o Buda sinceramente descarta os meios apropriados, ensina que uma pessoa só pode ‘obter o acesso somente por meio da fé’. (...) Desse modo, a fé é o requisito básico para entrar no caminho do buda”(CEND, v. I, p. 147).

A Lei Mística é a força ilimitada que abarca tudo e recitar o daimoku é ter fé em seu próprio potencial, principalmente porque não é uma frase mística com poder sobrenatural. O Nam-myoho-renge-kyo não é uma entidade transcendental, é simplesmente o princípio básico de que aqueles que têm uma vida normal e fazem esforços consistentes em prol do bem de si mesmo e dos outros serão devidamente vitoriosos.

A recitação do Nam-myoho-renge-kyo é para revelar a pura e fundamental energia vital honrando a dignidade de nossa vida como uma pessoa comum e igual a todos, e com direito a ter uma existência feliz. 


Prezar cada pessoa constitui o ponto de partida da Soka Gakkai

 

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Prezar cada pessoa constitui o ponto de partida da Soka Gakkai. Esse também é o espírito fundamental do Budismo de Nichiren Daishonin, que ensina que todos são preciosos e insubstituíveis, e que possuem inerentemente a nobre natureza de buda.

Líderes autoritários ignoram ou denigrem o valor supremo do ser humano, vendo as pessoas como multidões sem rosto. Isso porque, no que se referem a tais indivíduos, as pessoas são apenas meios para se alcançar um fim, são objetos comparáveis a armas a serem lançados ou recursos a serem gastos. Sujeitos sedentos de poder manipulam astutamente o povo para alimentar a própria ambição, buscando ganhar completo controle sobre o todo.

A abordagem da Soka Gakkai é exatamente oposta, pois o propósito do kosen-rufu é a felicidade de todas as pessoas. Acreditamos no potencial infinito do ser humano, lutamos para ajudar cada um a despertar e revelar esse potencial e trabalhamos para expandir o círculo daqueles que compartilham esse compromisso. Essa tem sido a história do nosso movimento popular até hoje.

Primeiro, o ser humano existe; depois, o todo. Um indivíduo, outro e mais outro constituem uma forte união. Perder de vista esse ponto essencial acarreta consequências terríveis. Qualquer um que veja a Soka Gakkai e seus membros como mero instrumento para implementar alguma plataforma organizacional, assim como os líderes autoritários aqui descritos, tem um coração perverso.

Tudo se resume ao indivíduo! Gostaria de assegurar a vocês que nosso princípio básico consiste em prezar cada pessoa. Concentremo-nos ainda mais em cada pessoa, dando o nosso melhor para encorajá-la e para cultivar o precioso potencial que possui. Quando ela desenvolve força e sabedoria interior, consegue evidenciar o dobro, o triplo ou dez vezes mais a capacidade atual.


Amor abstrato ou Amor Real ?

 

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O Sutra do Lótus é o maior registro da literatura sobre o budismo. Nele encontramos a parábola dos três tipos de ervas medicinais e os dois tipos de árvores, em que destaca a diversidade dos seres vivos. Trata-se da única parábola, entre as sete parábolas do sutra, a abordar esse tema. Ao mesmo tempo, destaca a natureza amplamente inclusiva da compaixão do Buda.

A compaixão do Buda é totalmente imparcial; ela não discrimina. O Buda vê todos como filhos e busca elevá-los ao mesmo estado de buda que ele atingiu.

Isso não quer dizer que não existam diferenças entre as pessoas, mas que o Buda não faz distinção entre elas. De fato, o Buda aprecia totalmente suas diferenças. Ele respeita a individualidade e deseja que sejam capazes de expressar sua singularidade de forma irrestrita.

As diferenças entre elas não são a razão para favorecer algumas e odiar outras. O Buda ama, se alegra e aciona a individualidade, essa é a compaixão e sabedoria do Buda.

É importante compreender que a pregação do Buda é pautada pelo reconhecimento da diversidade entre os seres humanos.

O Sutra do Lótus elucida os meios pelos quais indivíduos reais com suas específicas circunstâncias, personalidades e capacidades podem atingir a iluminação, e revela o caminho para se alcançar o estado de buda sem jamais se desviar da realidade da vida de cada um.

Prezar cada pessoa é a essência da filosofia centrada no ser humano — ou humanismo — do Sutra do Lótus; é o espírito do Buda. O objetivo fundamental do Sutra do Lótus de capacitar todas as pessoas a manifestar a iluminação também se inicia com o ato de prezar cada uma, e só pode ser concretizado quando se aplica tal conduta a todos os aspectos da nossa vida e dos nossos esforços.

É fácil falar de modo abstrato em amar ao próximo ou em amar a humanidade, mas pode ser um grande desafio ter amor ou compaixão por pessoas reais.

Um personagem de um romance de Dostoiévski tece a seguinte observação: “Quanto mais amo a humanidade em geral, menos amo as pessoas, em particular, como indivíduos”.2 E um personagem de outro de seus romances afirma: “No amor abstrato à humanidade, não se ama praticamente ninguém a não ser a si mesmo”.3

A Soka Gakkai, concentrando-se nos seres humanos reais, dedica-se a ajudar cada um a obter a felicidade absoluta. É um nobre legado cujo brilho resplandecerá intensamente na história da humanidade.


A História de Chudapanthaka

 

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Gostaria de compartilhar uma história sobre uma pessoa comum que mantinha um lindo laço de mestre e discípulo com Shakyamuni — um exemplo que demonstra que todos têm uma missão na vida.

Refiro-me ao discípulo do buda Chudapanthaka, famoso por sua péssima memória. Ele era tão esquecido que não conseguia se lembrar do próprio nome. Daishonin o descreve como “a pessoa mais esquecida de todo o continente de Jambudvipa [o mundo inteiro]” (WND, v. II, p. 657).

Chudapanthaka se juntou à comunidade de discípulos de Shakyamuni junto com seu irmão mais velho. Porém, apesar de se esforçar ao máximo, não realizava progressos em sua prática budista e era ridicularizado pelos outros discípulos por causa de sua lentidão.

Um dia, até o próprio irmão desistiu dele e o mandou embora dizendo-lhe que não havia esperança de que obtivesse êxito como discípulo e que ele deveria voltar para casa.

Relembrando esse fato mais tarde, Chudapanthaka disse que ficou ali parado, desanimado, mas ainda alimentando a esperança de que pudesse haver algum ensinamento que ele fosse capaz de dominar.

Nesse exato instante, seu mestre, Shakyamuni, surgiu ao seu lado, tocou suavemente sua cabeça e o conduziu de volta, segurando sua mão, ao local em que os demais estavam praticando.

Naquele momento de grande desespero, Chudapanthaka deve ter sentido uma alegria imensa diante da amabilidade e compaixão do seu mestre.

Embora todos o tivessem rejeitado, seu mestre o aceitava e compreendia, acreditava nele e se importava com ele. Chudapanthaka se viu tomado de nova determinação.

Posteriormente, Shakyamuni lhe ensinou um método que permitiu que ele aprofundasse seu estado de vida servindo, ao mesmo tempo, seus colegas discípulos. Chudapanthaka, fielmente, prestou atenção em Shakyamuni e perseverou em efetuar esforços sinceros, assim como seu mestre o instruiu. Procedendo dessa forma, triunfou.

No Sutra do Lótus, ele e seu irmão recebem a profecia de Shakyamuni de que se tornariam budas, ambos com o mesmo nome: Brilho Universal. Embora Chudapanthaka parecesse tolo e esquecido, ele passou a ter uma vida sábia do mais alto valor.

Em uma carta de Daishonin, escrita em junho de 1275, para um de seus discípulos [o sacerdote leigo Nishiyama], ele afirma:

Em três anos, Chudapanthaka foi incapaz de memorizar um ensinamento de quatorze ideogramas; ainda assim, ele atingiu o estado de buda, Devadatta, por outro lado, havia memorizado sessenta mil ensinamentos, mas caiu no inferno de incessantes sofrimentos. Esses exemplos representam perfeitamente a situação do mundo nesta última era. Jamais pensem que esses exemplos se referem somente a outras pessoas e não aos senhores. (CEND, v. I, p. 629)

O que nos torna dignos de respeito como praticantes? Não é a posição social ou as habilidades inatas, mas o empenho incansável para apoiar os outros e ajudá-los a se tornarem felizes. Não se deve desprezar o humanismo e a dedicação à fé. Uma pessoa com essas características é a mais nobre de todas — alguém que atingirá o estado de buda.

O Espírito de Nitiren Daishonin

 

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Em uma carta de Daishonin enviada a Toki Jonin durante o inverno, no frio implacável do Monte Minobu, ele declara:

Estou tão preocupado com a doença de sua esposa, a monja leiga Toki, como se quem estivesse enfermo fosse eu mesmo, e oro dia e noite aos deuses celestiais para que ela se recupere. Ela apoiou o devoto do Sutra do Lótus como se tivesse suprido óleo para as lamparinas, ou amontoado terra em volta das raízes das árvores. Estou rogando aos deuses do Sol e da Lua para que protejam a vida dela mesmo à custa da vida deles! Se houver outras questões que eu tenha me esquecido de mencionar aqui, enviarei uma mensagem tratando do assunto por intermédio de [seu filho] Iyo-bo.7 Esteja certo de que farei tudo o que puder. (WND, v. II, p. 666)

Nichiren Daishonin sempre demonstrava grande interesse e preocupação por aqueles que se empenhavam longe dos holofotes. Ao saber da doença da monja Toki, ele diz que se sente como se o sofrimento fosse dele, e que está orando pelo seu rápido restabelecimento. Esse fato exemplifica perfeitamente a compaixão ilimitada de Daishonin, o Buda dos Últimos Dias da Lei.

Acredito profundamente que esse espírito de Daishonin nos ofereça um exemplo de como devemos viver como praticantes de seus ensinamentos. Em última análise, o que importa não é o poder mundano ou as aparências externas, mas os esforços para prezar — como se a situação dissesse respeito a nós próprios — aqueles que estão sofrendo e os que estão realizando esforços sinceros em prol do kosen-rufu. Nunca devemos nos esquecer de que encorajar e cuidar dos outros dessa maneira compõem a essência da autêntica humanidade.

A Soka Gakkai obteve um notável desenvolvimento e crescimento porque seus membros jamais perderam esse espírito e continuaram se empenhando de corpo e alma pela felicidade das pessoas. Esse fato é tanto um motivo de orgulho como também a força da Soka Gakkai.

domingo, 29 de agosto de 2021

capacitando-nos a extrair os benefícios da prática budista

 

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O Budismo de Nichiren Daishonin nos deixa claro que a felicidade ou sofrimento depende de nossa condição de vida. Portanto, não é algo determinado por acontecimentos externos ou pessoas de nosso convívio.

No início de nossa prática aprendemos em primeiro lugar que ninguém é culpado por nossos sofrimentos ou que as pessoas têm de mudar para que sejamos felizes. A nossa mudança interior, a revolução humana baseada em uma sincera prática da fé nos possibilita elevar o nosso “eu” e fortalecer o nosso espírito capacitando-nos a extrair os benefícios da prática budista.

Por isso, sempre somos incentivados a aprofundar constantemente nossa fé e a orar com toda a convicção para extrair a força suprema inerente em nossa vida. Se nos esforçarmos e nos empenharmos ao máximo obteremos, sem falha, os melhores resultados.

Na obra Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, o líder da SGI, Daisaku Ikeda, cita as palavras do segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda: “Mesmo que sofram com a pobreza, que fracassem nos negócios, que estejam se sentindo destroçados pela discórdia conjugal, que caiam sobre um braseiro de carvão e venham a se queimar, no final todos esses sofrimentos constituem sua própria vida. São manifestações dos fenômenos da vida que formam a sua identidade. Quando observamos tudo desse ponto de vista, compreendemos que todas as ocorrências no curso de nossa existência cotidiana são mudanças que afetam nossa vida. Portanto, o importante é tentar criar cada vez mais mudanças positivas e empreender incessantes esforços para consolidar a felicidade. É um grave erro viver embasados em outras pessoas ou em circunstâncias alheias, ou pensar que ‘tudo estaria perfeito se fulano fosse assim ou assado, se beltrano fizesse tal coisa’, e que ‘se o mundo fosse de tal maneira, como eu seria feliz’, não é verdade?” 


Queime as lenhas

  O budismo ensina como converter imediatamente o maior sofrimento em grande alegria. O que garante isso é o princípio “desejos mundanos são...