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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

“a voz executa o trabalho do Bud

 

soka gakkai

 Em seu Diário da Juventude,2 encontrei a seguinte passagem:

Chuva suave. Terminei de ler O Conde de Monte Cristo no escritório. A leitura desenvolve a sabedoria e nos permite acumular conhecimento. Também aumenta a nossa capacidade de ler e compreender o Gosho [escritos de Nichiren Daishonin]. Certa vez, alguém disse: “Leia a vida inteira, nem que seja apenas 30 minutos por dia. No transcorrer dos anos, esse acúmulo resultará numa quantidade monumental de leitura”.

 É verdade. Guardo boas lembranças dessa época descrita em meu diário. A leitura de obras literárias é uma ferramenta indispensável para compreender o Gosho. Tanto o Gosho como a literatura retratam a experiência humana. Podemos perceber nas palavras de Nichiren Daishonin um ardente e profundo desejo de libertar a humanidade dos sofrimentos, uma ira contra a maldade e um brilho humano que penetra no coração das pessoas. (...)

A literatura retrata as complexidades do coração humano. Se vocês estiverem determinados a se tornar verdadeiros humanistas, devem ler as grandes obras literárias. Livros baratos, escritos de forma negligente ou que somente proporcionam diversão não podem ser considerados literatura, pois não exploram o significado da vida. É claro que os livros técnicos e de não ficção são importantes e possuem seus propósitos particulares, no entanto, a literatura é uma linha vital e insubstituível para toda a humanidade.

 “O que a literatura pode fazer diante de uma criança faminta?” Tal como essa pergunta feita numa entrevista, muitos denunciam a impotência da literatura por serem meras palavras que não podem mudar as circunstâncias ou ajudar os que estão sofrendo.

 A ajuda mais importante que podemos dar aos outros é a espiritual. Somente quando se dá a ajuda espiritual é que a ajuda financeira e material podem servir de benefício. A leitura de obras literárias nos faz refletir sobre os sofrimentos alheios, encorajando-nos a ir ao encontro das pessoas com um sincero sentimento de preocupação e benevolência. É a partir de tal sentimento que surge a benevolência em sua forma mais genuína.

As grandes obras literárias são necessárias tanto para a criança que está passando fome como para aqueles que estão ajudando a criança. O budismo ensina que “a voz executa o trabalho do Buda”.3 Nossa voz e nossas palavras possuem a força para conduzir as pessoas à felicidade. Necessitamos grandemente de palavras que manifestem uma profunda preocupação. A habilidade para se expressar satisfatoriamente surge da compreensão da literatura e da familiarização com ela. Por não possuírem essa base, as palavras da maioria dos políticos japoneses são falsas e vazias.

No prefácio de Os Miseráveis, Victor Hugo observa: “Enquanto a ignorância e a miséria persistirem na Terra, livros como este continuarão possuindo seu valor”.4 Pode-se dizer que a literatura é o que nutre o desejo de salvar a criança faminta, então, a partir daí, a ação é tomada e a ajuda financeira e material são concretizadas.



segunda-feira, 20 de setembro de 2021

a alegria da leitura

 

soka gakkai

Naturalmente, existem vários tipos de jovens. Mesmo assim, há um ponto bastante claro – aqueles que conhecem a alegria da leitura têm uma vida muito mais rica e perspectivas mais amplas do que os que não a conhecem.

Encontrar um bom livro é como encontrar um grande mestre. Ler é um privilégio que pertence apenas aos seres humanos; nenhuma outra criatura neste planeta tem essa ca­pacidade. Por meio da leitura, podemos entrar em contato com centenas de milhares de vidas além da nossa, e entrar em comunhão com sábios e filósofos que viveram até mesmo há dois milênios.

Ler é como fazer uma viagem. Pode-se viajar para o leste ou para o oeste, para o norte ou para o sul e conhecer novas pessoas e lugares.

Ler transcende o tempo, oferece-nos a oportunidade de participar de uma expedição com Alexandre, o Grande, ou de nos tornarmos amigos de Sócrates e Victor Hugo e dialogarmos com eles.

Em Essays in Idleness (Ensaios na Ociosidade), Yoshida Kenko (1283–1352) escreveu: “A mais agradável de todas as diversões é sentar-se sozinho à luz do lampião, com um livro aberto diante de si, e fazer amigos em meio a pessoas de um passado distante que jamais conheceram”.1

Como é triste não conhecer essa alegria! É como ficar diante de uma montanha de joias preciosas que estão a nossa disposição e voltar para casa de mãos vazias.

Quase todas as pessoas grandiosas tiveram um livro de que gostaram muito quando eram jovens – um livro que foi um guia, uma fonte de encorajamento, um amigo íntimo e um mestre.

Os livros apresentam vocês às flores fragrantes da vida, aos rios que fluem, às estradas e a um vasto mar de emoções num navio movido pelas infinitas brisas da poesia. Os sonhos e os dramas se desenrolam e o mundo todo ganha vida.

Para ter verdadeira satisfação e prazer do que quer que seja é necessário alguma prática, treinamento e esforço.

Não se pode desfrutar plenamente do esqui sem treino. O mesmo ocorre para tocar piano ou usar o computador. Da mesma forma, é preciso esforço, perseverança e paciência para apreciar os prazeres da leitura. As pessoas que já experimentaram a alegria de considerar os livros como amigos são fortes.

A leitura proporciona acesso livre e ilimitado aos tesouros do espírito humano de todas as épocas e partes do mundo. As pessoas que sabem disso possuem uma riqueza insuperável em seu corpo. Se falássemos em dinheiro, seria como possuir várias contas bancárias e fazer saques sem restrição de valores.


segunda-feira, 13 de setembro de 2021

O melhor amigo

 

soka gakkai

Apesar de o ato de ler e guardar o conteúdo só para si possuir seus méritos, a experiência da leitura torna-se mais valiosa quando compartilhada com amigos ou professores. É enriquecida pela troca de ideias, especialmente quando se considera a leitura um hábito por toda a vida. Meus próprios anos de adolescência, passados em meio aos escombros do pós-guerra, foram imensamente enriquecidos por um círculo de leitura formado com os jovens da vizinhança onde eu morava. Também estão gravadas para sempre em minha vida as lembranças preciosas das sessões de leitura com meu mestre, Jossei Toda.

Meu mestre não se cansava de incentivar-nos para sermos leitores ativos, jamais passivos, e para absorvermos o conteúdo, nunca sermos dominados pelo enredo. Jossei Toda foi um mestre da vida; ensinou-me por meio de sua atitude e suas palavras esta inestimável lição: o modo como nos relacionamos com os livros é o modo como nos relacionamos com as pessoas, e encontrar um bom livro é igual a encontrar um bom mestre ou um bom amigo.


quarta-feira, 8 de setembro de 2021

A leitura desenvolve a sabedoria

 

daisaku ikeda

Pergunta: Em seu Diário da Juventude,2 encontrei a seguinte passagem:

Chuva suave. Terminei de ler O Conde de Monte Cristo no escritório. A leitura desenvolve a sabedoria e nos permite acumular conhecimento. Também aumenta a nossa capacidade de ler e compreender o Gosho [escritos de Nichiren Daishonin]. Certa vez, alguém disse: “Leia a vida inteira, nem que seja apenas 30 minutos por dia. No transcorrer dos anos, esse acúmulo resultará numa quantidade monumental de leitura”.

Ikeda: É verdade. Guardo boas lembranças dessa época descrita em meu diário. A leitura de obras literárias é uma ferramenta indispensável para compreender o Gosho. Tanto o Gosho como a literatura retratam a experiência humana. Podemos perceber nas palavras de Nichiren Daishonin um ardente e profundo desejo de libertar a humanidade dos sofrimentos, uma ira contra a maldade e um brilho humano que penetra no coração das pessoas. (...)

A literatura retrata as complexidades do coração humano. Se vocês estiverem determinados a se tornar verdadeiros humanistas, devem ler as grandes obras literárias. Livros baratos, escritos de forma negligente ou que somente proporcionam diversão não podem ser considerados literatura, pois não exploram o significado da vida. É claro que os livros técnicos e de não ficção são importantes e possuem seus propósitos particulares, no entanto, a literatura é uma linha vital e insubstituível para toda a humanidade.

Pergunta: “O que a literatura pode fazer diante de uma criança faminta?” Tal como essa pergunta feita numa entrevista, muitos denunciam a impotência da literatura por serem meras palavras que não podem mudar as circunstâncias ou ajudar os que estão sofrendo.

Ikeda: A ajuda mais importante que podemos dar aos outros é a espiritual. Somente quando se dá a ajuda espiritual é que a ajuda financeira e material podem servir de benefício. A leitura de obras literárias nos faz refletir sobre os sofrimentos alheios, encorajando-nos a ir ao encontro das pessoas com um sincero sentimento de preocupação e benevolência. É a partir de tal sentimento que surge a benevolência em sua forma mais genuína.

As grandes obras literárias são necessárias tanto para a criança que está passando fome como para aqueles que estão ajudando a criança. O budismo ensina que “a voz executa o trabalho do Buda”.3 Nossa voz e nossas palavras possuem a força para conduzir as pessoas à felicidade. Necessitamos grandemente de palavras que manifestem uma profunda preocupação. A habilidade para se expressar satisfatoriamente surge da compreensão da literatura e da familiarização com ela. Por não possuírem essa base, as palavras da maioria dos políticos japoneses são falsas e vazias.

No prefácio de Os Miseráveis, Victor Hugo observa: “Enquanto a ignorância e a miséria persistirem na Terra, livros como este continuarão possuindo seu valor”.4 Pode-se dizer que a literatura é o que nutre o desejo de salvar a criança faminta, então, a partir daí, a ação é tomada e a ajuda financeira e material são concretizadas.


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

A enxada das infinitas possibilidades

 

soka gakkai

Espero que se tornem grandes indivíduos no século 21. Agora é a época para cultivarem seu espírito por meio da leitura. Isso é o que decidirá tudo. Não há limites para o que seu potencial o levará a alcançar se a terra do seu espírito for cultivada e bem nutrida. Em cada um, existe um vasto campo de infinitas possibilidades e a leitura é a enxada com a qual irão cultivá-lo.


Encontrar um bom livro é como encontrar um grande mestre

 

soka gakkai

Naturalmente, existem vários tipos de jovens. Mesmo assim, há um ponto bastante claro – aqueles que conhecem a alegria da leitura têm uma vida muito mais rica e perspectivas mais amplas do que os que não a conhecem.

Encontrar um bom livro é como encontrar um grande mestre. Ler é um privilégio que pertence apenas aos seres humanos; nenhuma outra criatura neste planeta tem essa ca­pacidade. Por meio da leitura, podemos entrar em contato com centenas de milhares de vidas além da nossa, e entrar em comunhão com sábios e filósofos que viveram até mesmo há dois milênios.

Ler é como fazer uma viagem. Pode-se viajar para o leste ou para o oeste, para o norte ou para o sul e conhecer novas pessoas e lugares.

Ler transcende o tempo, oferece-nos a oportunidade de participar de uma expedição com Alexandre, o Grande, ou de nos tornarmos amigos de Sócrates e Victor Hugo e dialogarmos com eles.

Em Essays in Idleness (Ensaios na Ociosidade), Yoshida Kenko (1283–1352) escreveu: “A mais agradável de todas as diversões é sentar-se sozinho à luz do lampião, com um livro aberto diante de si, e fazer amigos em meio a pessoas de um passado distante que jamais conheceram”.1

Como é triste não conhecer essa alegria! É como ficar diante de uma montanha de joias preciosas que estão a nossa disposição e voltar para casa de mãos vazias.

Quase todas as pessoas grandiosas tiveram um livro de que gostaram muito quando eram jovens – um livro que foi um guia, uma fonte de encorajamento, um amigo íntimo e um mestre.

Os livros apresentam vocês às flores fragrantes da vida, aos rios que fluem, às estradas e a um vasto mar de emoções num navio movido pelas infinitas brisas da poesia. Os sonhos e os dramas se desenrolam e o mundo todo ganha vida.

Para ter verdadeira satisfação e prazer do que quer que seja é necessário alguma prática, treinamento e esforço.

Não se pode desfrutar plenamente do esqui sem treino. O mesmo ocorre para tocar piano ou usar o computador. Da mesma forma, é preciso esforço, perseverança e paciência para apreciar os prazeres da leitura. As pessoas que já experimentaram a alegria de considerar os livros como amigos são fortes.

A leitura proporciona acesso livre e ilimitado aos tesouros do espírito humano de todas as épocas e partes do mundo. As pessoas que sabem disso possuem uma riqueza insuperável em seu corpo. Se falássemos em dinheiro, seria como possuir várias contas bancárias e fazer saques sem restrição de valores.


segunda-feira, 9 de agosto de 2021

leitores ativos, jamais passivos

 

soka gakkai

Creio que o meio para estimular o desabrochar da vida interior negligenciada da criança sempre será o contato com a literatura e a arte. Em suma, acredito que a chave está na leitura de livros.

O primeiro passo para trazer de volta o diálogo num ambiente em que os laços humanos e a comunicação se romperam é revitalizar e infundir a palavra escrita e a falada com a luz da espiritualidade. As obras-primas literárias são o veículo ideal para esse empreendimento, que não deveria se limitar às escolas. Por experiência própria, posso afirmar que a vivência da imersão nas grandes obras literárias do mundo em tenra idade constitui um bem de valor incalculável para a vida toda.

No Japão, o sistema escolar possibilita às crianças várias oportunidades para ler obras literárias. No entanto, em muitos casos, essas obras são transmitidas na forma de livros didáticos em japonês designados, principalmente, para aprimorar aptidões de leitura. No Japão, estão sendo instituídos mais programas de leitura nas escolas, mas, talvez, o propósito devesse ser mais elevado: tornar o mundo da literatura uma disciplina central no currículo escolar.

No sistema escolar sueco, o currículo educacional é planejado de forma a não refletir nenhuma tendência a favor de uma religião em particular. A motivação e a iniciativa do estudante para a leitura são o foco do programa educacional, sendo conferida ao aluno a liberdade para selecionar temas de interesse a partir de ampla gama de textos. Encorajar as crianças dessa maneira aguça seus potenciais de discernimento e raciocínio para que se tornem capazes de lidar com as questões fundamentais e éticas confrontadas pela civilização moderna. A partir do momento que o Japão reexaminar os métodos educacionais e a aplicação dos mesmos, ele poderá se beneficiar muito dos exemplos de outros países.

(...)

Apesar de o ato de ler e guardar o conteúdo só para si possuir seus méritos, a experiência da leitura torna-se mais valiosa quando compartilhada com amigos ou professores. É enriquecida pela troca de ideias, especialmente quando se considera a leitura um hábito por toda a vida. Meus próprios anos de adolescência, passados em meio aos escombros do pós-guerra, foram imensamente enriquecidos por um círculo de leitura formado com os jovens da vizinhança onde eu morava. Também estão gravadas para sempre em minha vida as lembranças preciosas das sessões de leitura com meu mestre, Jossei Toda

Meu mestre não se cansava de incentivar-nos para sermos leitores ativos, jamais passivos, e para absorvermos o conteúdo, nunca sermos dominados pelo enredo. Jossei Toda foi um mestre da vida; ensinou-me por meio de sua atitude e suas palavras esta inestimável lição: o modo como nos relacionamos com os livros é o modo como nos relacionamos com as pessoas, e encontrar um bom livro é igual a encontrar um bom mestre ou um bom amigo

 


domingo, 8 de agosto de 2021

“a voz executa o trabalho do Buda ”.

 

soka gakkai


Pergunta: Em seu Diário da Juventude,2 encontrei a seguinte passagem:

Chuva suave. Terminei de ler O Conde de Monte Cristo no escritório. A leitura desenvolve a sabedoria e nos permite acumular conhecimento. Também aumenta a nossa capacidade de ler e compreender o Gosho [escritos de Nichiren Daishonin]. Certa vez, alguém disse: “Leia a vida inteira, nem que seja apenas 30 minutos por dia. No transcorrer dos anos, esse acúmulo resultará numa quantidade monumental de leitura”.

Ikeda: É verdade. Guardo boas lembranças dessa época descrita em meu diário. A leitura de obras literárias é uma ferramenta indispensável para compreender o Gosho. Tanto o Gosho como a literatura retratam a experiência humana. Podemos perceber nas palavras de Nichiren Daishonin um ardente e profundo desejo de libertar a humanidade dos sofrimentos, uma ira contra a maldade e um brilho humano que penetra no coração das pessoas. (...)

A literatura retrata as complexidades do coração humano. Se vocês estiverem determinados a se tornar verdadeiros humanistas, devem ler as grandes obras literárias. Livros baratos, escritos de forma negligente ou que somente proporcionam diversão não podem ser considerados literatura, pois não exploram o significado da vida. É claro que os livros técnicos e de não ficção são importantes e possuem seus propósitos particulares, no entanto, a literatura é uma linha vital e insubstituível para toda a humanidade.

Pergunta: “O que a literatura pode fazer diante de uma criança faminta?” Tal como essa pergunta feita numa entrevista, muitos denunciam a impotência da literatura por serem meras palavras que não podem mudar as circunstâncias ou ajudar os que estão sofrendo.

Ikeda: A ajuda mais importante que podemos dar aos outros é a espiritual. Somente quando se dá a ajuda espiritual é que a ajuda financeira e material podem servir de benefício. A leitura de obras literárias nos faz refletir sobre os sofrimentos alheios, encorajando-nos a ir ao encontro das pessoas com um sincero sentimento de preocupação e benevolência. É a partir de tal sentimento que surge a benevolência em sua forma mais genuína.

As grandes obras literárias são necessárias tanto para a criança que está passando fome como para aqueles que estão ajudando a criança. O budismo ensina que “a voz executa o trabalho do Buda ”.3 Nossa voz e nossas palavras possuem a força para conduzir as pessoas à felicidade. Necessitamos grandemente de palavras que manifestem uma profunda preocupação. A habilidade para se expressar satisfatoriamente surge da compreensão da literatura e da familiarização com ela. Por não possuírem essa base, as palavras da maioria dos políticos japoneses são falsas e vazias.

No prefácio de Os Miseráveis, Victor Hugo observa: “Enquanto a ignorância e a miséria persistirem na Terra, livros como este continuarão possuindo seu valor”.4 Pode-se dizer que a literatura é o que nutre o desejo de salvar a criança faminta, então, a partir daí, a ação é tomada e a ajuda financeira e material são concretizadas.


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