Jamais sejam confundidos e enganados por falsas afirmações que tentam derrubá-los. Tornem-se pessoas de intelecto sagaz, capazes de discernir essas maldades. Para tanto, é fundamental que se dediquem diligentemente nos estudos.
Jamais sejam confundidos e enganados por falsas afirmações que tentam derrubá-los. Tornem-se pessoas de intelecto sagaz, capazes de discernir essas maldades. Para tanto, é fundamental que se dediquem diligentemente nos estudos.
O aprendizado, originalmente, enraizava-se com firmeza na vida das pessoas e, como galhos e folhas, estendia-se para a vida cotidiana. Ou seja, ele não era apenas conhecimento mas a própria sabedoria. Com a chegada da era moderna, a transição para a sociedade contemporânea e a estrondosa revolução industrial, diversas áreas do aprendizado também passaram por transformações.
Nesse contexto, a missão do aprendizado com foco na sabedoria para a formação do ser humano se perdeu de vista e deu espaço ao aprendizado centralizado em conhecimentos específicos.
Nos dias atuais, vivemos sob a ameaça de armas nucleares, problemas ambientais e a degeneração da mente humana. Tudo isso eu diria que são reflexos das distorções da civilização moderna. Diante de tais ameaças, o aprendizado não consegue reagir e permanece paralisado. Podemos concluir que essa doença oculta da civilização moderna é fruto de um sistema focado no conhecimento e no intelecto. Declaro aqui que é de suma importância que o aprendizado desperte novamente para sua missão original.
Segundo as palavras de Rousseau: “O mais útil e menos avançado de todos os conhecimentos humanos me parece ser o do homem”.2
Essas palavras se aplicam perfeitamente aos dias de hoje. E o ensinamento budista faz exatamente essa profunda análise do ser humano. Por essa razão, espero que, instigado pela sabedoria do budismo, o aprendizado retorne a sua condição original de aprendizado de sabedoria. Enfatizo que esse é o único caminho para sairmos desse labirinto do aprendizado contemporâneo.
Sakyamuni, fundador histórico do budismo, ficou conhecido na sua época como buda por causa de sua habilidade de compreender o sofrimento das pessoas, de mostrar que elas possuíam recursos internos para superar seus problemas e despertá-las para uma visão maior de si mesmas e suas possibilidades. Seu elevado caráter era uma profunda inspiração para todos. Entretanto, ao longo do tempo, o ideal do buda mostrado no exemplo de vida de Sakyamuni tornou-se cada vez mais abstrato e distante. Aparentemente, um abismo intransponível foi desenvolvido entre o buda e as pessoas comuns, assim como ele passou a ser visto como um ser de outro mundo.
Embora o objetivo do ensinamento de Sakyamuni tenha sido, nas palavras contidas no Sutra de Lótus, “fazer todos os seres iguais a mim”, em algumas escolas do budismo ele foi considerado um ser único, e o objetivo da prática religiosa era atingir os estados de iluminação menos completos que o estado de buda. Para outras, o estado de buda passou a ser visto como uma meta extremamente distante que requer muito tempo de esforço, algo fora da capacidade de todas as pessoas.
No Budismo Nichiren, o estado de buda não é um ponto final estático atingido eventualmente. Pelo contrário, as qualidades de buda são inerentes a todas as pessoas. A prática budista é para manifestar qualidades como benevolência, sabedoria, coragem e força vital criativa, em meio à realidade desafiadora de nossa vida aqui e agora. O que permite às pessoas manifestar um estado de buda cada vez mais consistente é a prática do bodisatva, prática budista para si e para os outros.
Nos sutras Mahayana, bodisatvas são discípulos do buda, descritos como os que se devotavam à prática budista, aprendendo e seguindo os exemplos do buda. Com a prática individual e a experiência, eles desenvolveram muitas qualidades e características maravilhosas que empregavam para ajudar as pessoas que sofriam de determinados tipos de problema. Essas qualidades, e os próprios bodisatvas, simbolizam as ricas qualidades de um buda inerentes à vida de todas as pessoas, assim como as ilimitadas formas como isso pode se manifestar.
A prática do bodisatva é um compromisso fervoroso com o próprio desenvolvimento enquanto procura ao mesmo tempo aliviar o sofrimento de outros e trazer felicidade e benefício para eles.
O modelo do bodisatva estabelece uma ponte real entre o ideal abstrato do estado de buda e nossa vida mundana. Isso porque, em última análise, o modo de vida do bodisatva é o modo de vida do próprio buda.
A vida do buda era ao mesmo tempo uma forma de contínuo autodesenvolvimento e de compromisso rigoroso com as pessoas e seus problemas. Esse compromisso era baseado na profunda convicção da dignidade da vida de cada pessoa. Um buda é aquele que se esforça continuamente para despertar as pessoas para a fé em sua capacidade inerente de superar qualquer dificuldade, que as inspira a usar os desafios e o sofrimento como um trampolim para desenvolver essa força e atingir uma felicidade inabalável.
Por fim, é por meio da nossa interação com os demais, de nossos esforços para ajudar os outros e das boas influências dos mestres e amigos que somos capazes de trazer a condição de vida de um buda para levar nossa vida para a alegre órbita do estado de buda, como o presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, descreveu: “Realizar ações para o bem dos outros fortalece, desenvolve e solidifica o estado de buda em nossa própria vida. Quando nosso estado de buda é fortalecido, podemos inspirar a vida das pessoas num nível ainda mais profundo. O caminho real da nossa revolução humana reside nesse processo contínuo do nosso desenvolvimento e em ajudar os outros a fazer o mesmo”.
O comportamento de um buda é a própria prática para se tornar um buda.
O aprendizado, originalmente, enraizava-se com firmeza na vida das pessoas e, como galhos e folhas, estendia-se para a vida cotidiana. Ou seja, ele não era apenas conhecimento mas a própria sabedoria. Com a chegada da era moderna, a transição para a sociedade contemporânea e a estrondosa revolução industrial, diversas áreas do aprendizado também passaram por transformações.
Nesse contexto, a missão do aprendizado com foco na sabedoria para a formação do ser humano se perdeu de vista e deu espaço ao aprendizado centralizado em conhecimentos específicos.
Nos dias atuais, vivemos sob a ameaça de armas nucleares, problemas ambientais e a degeneração da mente humana. Tudo isso eu diria que são reflexos das distorções da civilização moderna. Diante de tais ameaças, o aprendizado não consegue reagir e permanece paralisado. Podemos concluir que essa doença oculta da civilização moderna é fruto de um sistema focado no conhecimento e no intelecto. Declaro aqui que é de suma importância que o aprendizado desperte novamente para sua missão original.
Segundo as palavras de Rousseau: “O mais útil e menos avançado de todos os conhecimentos humanos me parece ser o do homem”.2
Essas palavras se aplicam perfeitamente aos dias de hoje. E o ensinamento budista faz exatamente essa profunda análise do ser humano. Por essa razão, espero que, instigado pela sabedoria do budismo, o aprendizado retorne a sua condição original de aprendizado de sabedoria. Enfatizo que esse é o único caminho para sairmos desse labirinto do aprendizado contemporâneo.
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“Conhecimento é força”. A aquisição de um vasto e correto conhecimento promove o desenvolvimento do homem como verdadeiro ser humano. Ampliar a sabedoria e lapidar o caráter é o propósito da educação. Entretanto, religiões dogmáticas, em geral, usam o conhecimento que convém aos seus interesses para fazer imposições.
Fazem declarações arbitrárias que se opõem à razão e ao bom senso. Aos que se opõem, usam o autoritarismo para oprimir, numa tentativa de enclausurar o ser humano num mundo fechado e estreito.
Jamais sejam enganados. Não sejam ludibriados por esse mundo de conhecimento desprezível que os torna fracos e medíocres.
Desenvolvam a força como valores humanos, polindo o intelecto e construindo um caráter inabalável. Dessa forma, conseguirão desfrutar plenamente de uma vida de felicidade.
A verdadeira religião é a que incorpora plenamente o objetivo da educação, que promove a construção de um ser humano completo e expande ao máximo o seu potencial.
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Jamais sejam confundidos e enganados por falsas afirmações que tentam derrubá-los. Tornem-se pessoas de intelecto sagaz, capazes de discernir essas maldades. Para tanto, é fundamental que se dediquem diligentemente nos estudos.
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Aprender uma língua estrangeira nos dá a compreensão da cultura, da história e do sistema de valores dos países em que o idioma é falado e também dos sentimentos e dos pensamentos de seu povo. Assim, isso está diretamente ligado ao caminho da paz. Em nosso mundo de hoje, é fundamental falarmos mais de um idioma. Isso é ainda mais importante para as pessoas que estão em posição de liderança.
Trecho do gosho: “O Sutra de Lótus é brilhante como a lua. Para aqueles que acreditam no Sutra de Lótus mas cuja fé não é profunda, é como se uma meia-lua iluminasse a escuridão. Porém, para aqueles que possuem uma profunda fé, é como se a lua cheia iluminasse a noite.” (Os Escritos de Nitiren Daishonin, v. 2, p. 31-32.)
EXPLANAÇÃO DO MESTRE:
“A escuridão da época é densa e profunda. É por isso mesmo que a benevolência do budismo resplandece e a sabedoria do budismo se torna clara.
Nossa prática nos permite extrair plenamente a força do budismo que elucidou a certeza da iluminação de todas as pessoas. Onde existe uma firme e resoluta fé, sem falta existe a possibilidade do renascimento tanto de si próprio como dos outros.
A sabedoria e a paixão dos jovens Soka são a fonte de luz que ilumina intensamente todas as pessoas tal como a lua cheia.”
Dr. Daisaku Ikeda
TRECHO DO GOSHO: “Quando o céu está claro, a terra fica iluminada. De maneira semelhante, quando uma pessoa compreende o Sutra de Lótus, ela compreende o significado de todos os assuntos seculares.” (END, v. 5, p. 228.)
EXPLANAÇÃO DO MESTRE:
“A Lei Mística é o sol. É a fonte original do brilho da sabedoria que ilumina amplamente o grande solo da sociedade. Com base no correto princípio da dignidade da vida, devemos ter um olhar perspicaz que nos proporcione um claro discernimento sobre a verdadeira natureza dos assuntos seculares para nos conduzir em meio a eles com autonomia e liberdade. Preciosos companheiros que lutam arduamente em meio às furiosas ondas da realidade, não sejam derrotados jamais! Não existe força que supere a do Daimoku. Repletos de coragem, vençam absolutamente na sociedade e brilhem!”.
Dr. Daisaku Ikeda
TRECHO DO GOSHO: “Não existe diferença entre a iluminação de Shakyamuni e a de todos os seres vivos. Portanto, acreditar na sabedoria do Buda é acreditar na Lei Mística. A sabedoria do Buda é a sabedoria do Nam-myoho-renge-kyo.” (GZ, p. 792)
“Os alunos emergidos da terra, que estudam a suprema razão da dignidade da vida e se dedicam para estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da terra no grande solo do povo, superam qualquer dificuldade; e a sabedoria do budismo que conduz à vitória se manifesta infinitamente.
Notáveis integrantes da Divisão dos Universitários! Avancem pelos dois caminhos da prática e do estudo pela felicidade de todas as pessoas e pela sociedade pacífica que a humanidade tanto anseia. Vamos juntos criar, seguidamente, líderes de primeira categoria em intelecto e personalidade!”
Dr. Daisaku Ikeda
O budismo ensina como converter imediatamente o maior sofrimento em grande alegria. O que garante isso é o princípio “desejos mundanos são...