Mostrando postagens com marcador Incentivos - Mestre e Discípulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Incentivos - Mestre e Discípulo. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de fevereiro de 2022

A Alegria de Avançar Continuamente com Nitiren Daishonin

 

daisaku ikeda

Durante o tempo em que viveu, o segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, jamais perdoou a maldade do clero que havia trazido tanto sofrimento ao seu mestre, o primeiro presidente Tsunessaburo Makiguti. Nem eu jamais hei de perdoar ou mesmo hei de me esquecer daquelas pessoas maldosas que atormentaram o presidente Toda.

Jamais deve-se esquecer a indignação por causa dos atos errôneos de uma pessoa, esse é o espírito de justiça. Nitiren Daishonin manifestou esse espírito, e assim o fez também Nikko Shonin.

Hoje, 7 de novembro, é o segundo aniversário do dia em que a seita Nikken enviou a sua “Ordem de Dissolução” à Sede da Soka Gakkai. O dia 28 deste mês é o dia em que a “Notificação de Excomunhão” foi enviada.

Através desses documentos, como os títulos sugerem, o clero ordenou que o movimento em prol do Kossen-rufu fosse dispersado, e então excomungou a organização de seguidores harmoniosamente unida que se dedica para a concretização desse objetivo.

No capítulo “Rei dos Remédios” (Yakuo, 23º) do Sutra de Lótus lê-se:

Após o meu falecimento, no período dos últimos quinhentos anos, devem propagar o Sutra de Lótus amplamente em toda Jambudvipa e jamais permitir que seja interrompido, nem devem consentir que os demônios malignos, os agentes da maldade, seres celestiais, dragões, yakshas ou os demônios kubhanda tirem vantagem!1

Em outras palavras, isto quer dizer que, quando as pessoas se empenham para realizar o decreto do Buda em prol da concretização do Kossen-rufu por toda Jambudvipa — o mundo inteiro — nos Últimos Dias da Lei, aparecerão “demônios malignos” e “agentes da maldade” que irão procurar “interromper” o fluxo do Kossen-rufu. É imperativo que os aliados do Buda não permitam que pessoas como essas “tirem vantagem”; que não sejam derrotados.

Nitiren Daishonin adverte rigorosamente com relação a ter uma atitude negligente na fé, dizendo: “Se enfraquecer mesmo um pouco, demônios aproveitar-se-ão.” (END, vol. I, pág. 304.)

Uma pessoa que se levanta imediatamente...

O Sutra de Lótus foi exposto há mais de dois mil anos. Mas, somente agora esta predição do Kossen-rufu mundial foi realizada. Esta é uma época sem precedentes. Precisamente por esta razão estamos agora presenciando o igualmente sem precedentes surgimento dos “demônios malignos” e dos “agentes do demônio”.

Uma pessoa que luta resolutamente para derrotar as forças da maldade nesta época se tornará um Buda. Por outro lado, falhar em levantar-se imediatamente com resolução será uma eterna causa para arrependimento. Isto é o que Daishonin ensina.

Há dois anos, nós nos libertamos das correntes de ferro que formalmente nos prendiam e lançamo-nos alegremente rumo a uma nova era do Kossen-rufu mundial. Hoje, com a concessão do Gohonzon pela Soka Gakkai, ondas de alegria propagam-se pelo mundo inteiro.

Em contraste, o clero parece encontrar-se em um estado de grande confusão. Visto que o clero vê o Gohonzon apenas como um meio para controlar os adeptos, sem dúvida nenhuma a perda desse último instrumento que estava à sua disposição foi um grande desapontamento.

A felicidade das pessoas e preocupações similares não são indagadas em suas mentes. Ao contrário, a felicidade das pessoas é o que eles mais abominam.

O clero está caluniando o Okatagui Gohonzon baseado em uma transcrição do Dai-Gohonzon feita pelo 26º sumo prelado Nitikan Shonin, chamando-o de um “objeto de adoração falsificado”. Que insulto à dignidade de Nitikan Shonin isso representa! Que depreciação ao Dai-Gohonzon!

Excomunhão não implica em expulsão?

Como um último meio para iludir, o clero está agora molestando os membros da Soka Gakkai enviando-lhes cartões postais contendo mensagens insensatas. Os postais tentam intimidar os membros, dizendo coisas como: “A menos que se registrem em um templo, em breve serão expulsos.”

Ao ouvir isso, uma pessoa observou surpresa: “O quê? Quer dizer que ainda não fomos expulsos?” O termo “excomunhão”, afinal, indica basicamente a expulsão dos seguidores.

Além disso, para ser “excomungado”, eu próprio tive de ser expulso (ao ser removido do registro de seguidores, em 4 de julho de 1992). Eles me expulsaram uma vez e então novamente. Pode ser que agora estejam esquematizando fazer o mesmo com todos os membros.

Ao olharmos a palavra “excomunhão” (hamon) no dicionário a encontramos claramente definida como “expulsão” de um seguidor ou adepto de um grupo ou de uma comunidade. Portanto, excomunhão inclui a idéia de expulsão.

É puro sofisma do clero dizer que embora tenha excomungado a Soka Gakkai, os seus membros não foram expulsos do grupo de adeptos da Nitiren Shoshu.

Eles temiam que se dissessem que expulsaram os membros da Soka Gakkai como seguidores leigos, então estes parariam totalmente de ir aos templos. Ao passo que, se os membros fossem aos templos, então poderiam ser considerados como seguidores, e isso poderia ser usado como pretexto para justificar a realização de funerais e de outras cerimônias em seus nomes. Isso é apenas uma forma baixa e astuta motivada pelo desejo do clero por doações.

Nitiren Daishonin comenta a passagem do Sutra Nirvana que trata de monges perversos que caluniam a Verdadeira Lei como segue:

Uma passagem do sutra compara pessoas desse tipo com um caçador que estuda os seus passos atentamente enquanto aproxima-se silenciosamente de um veado, ou um gato que esconde suas garras enquanto aproxima-se rastejando do rato. É exatamente dessa forma que eles se revelam, eles fazem elogios, enganam e iludem os seguidores leigos. (The Major Writings of Nichiren Daishonin, vol. VI, pág. 205.)

Na realidade, essa é uma descrição adequada de Nikken e de outros maus clérigos de seu gênero.

Para elucidar, Nikken é como um presidente tirano de uma companhia que sente inveja de um de seus proeminentes funcionários de quem sua companhia depende grandemente. O presidente despede essa pessoa só porque a acha desagrádavel. Contudo, após encontrar por acaso o seu ex-empregado anos mais tarde, diz ameaçadoramente: “Eu o demiti, mas não o despedi. Se não voltar para a companhia, eu o despedirei.” A única coisa a fazer é rir desse absurdo.

Além disso, o rude presidente dessa companhia se tornará o alvo de censura na sociedade, e seus negócios certamente ruirão. O mesmo é verdadeiro com relação ao clero. Por causa de Nikken, o clero foi abandonado por todas as pessoas de consciência e está declinando rapidamente.

A honra de não se curvar diante da maldade

Em junho de 1943, Tsunessaburo Makiguti e Jossei Toda recusaram-se a obedecer a um sumo prelado herético que havia-lhes ordenado a aceitar o talismã xintoísta. Dessa forma, eles foram expulsos do grupo de leigos da Nitiren Shoshu.

Pouco tempo depois, como punição por esses maus atos, o sumo prelado em questão deparou-se com a morte lastimável pelo fogo e o próprio clero chegou à beira da destruição. Foi devido à proteção da Soka Gakkai que a Nitiren Shoshu foi ressuscitada. Que autoridade eles têm para nos excomungar novamente?

Nossa excomunhão por um sumo prelado de grande heresia é uma prova de que, como sucessores dos presidentes Toda e Makiguti, estamos avançando ao longo do mesmo caminho do supremo bem e justiça como eles fizeram. Esta é a nossa insígnia de honra.

O presidente Makiguti exclamou: “ É a maior glória ser odiado por tolos.” E proferiu a seguinte orientação:

O Gosho declara: “Ser elogiado por tolos — essa é a maior vergonha.” (END, vol. II, pág. 178.) Ao se avaliar a natureza essencial das coisas e os valores determinantes, deve sempre se basear na rigorosa relação de causa e efeito exposta no budismo. Se for influenciado pelo elogio ou censura de outros, não poderá se tornar uma pessoa de grande bem.

Não importando quem possa nos caluniar, enquanto recebermos o elogio do Buda Original isso é tudo o que importa. É a censura de Nitiren Daishonin que devemos temer. Fora isso, não precisamos temer mais nada.

Nitiren Daishonin ensina:

E se houver clérigos eminentes que parecem manter os preceitos e ser diligentes na prática, que aparentam propagar os ensinos do Sutra de Lótus mas que estão, na realidade, corrompendo-os, devem perceber a verdade da questão e reprimi-los. (Gosho Zenshu, pág. 1.051.)

Nikken é um clérigo que não mantém os preceitos e nem é diligente na prática. E embora esteja na posição de propagar a Verdadeira Lei, é um “clérigo eminente” que na realidade busca a sua extinção.

Nitiren Daishonin decreta que tal clérigo deve ser reprimido. Devemos reprimi-lo. Precisamos adverti-lo sem falha.

Ao mesmo tempo, vamos proteger nossos companheiros para assegurar que não sejam enganados pelas ameaças e tentações da seita Nikken.

“Minha alma não habitará em um local de heresia”

Dois anos após o falecimento de Nitiren Daishonin, em outubro de 1284, Nikko Shonin escreveu:

Fui instruído por Daishonin em seu último desejo: “Se o lorde dessa região violar o budismo, o meu espírito não mais habitará esta montanha.” Entretanto, ainda não vejo indício de que o lorde viole o Verdadeiro Budismo. (Hennentai Gosho, pág. 1.729.)

Daishonin havia discernido perfeitamente que a fé de Hakiri Sanenaga, o lorde de Minobu, estava distorcida. Ele deixou essas palavras para o efeito de que se Sanenaga viesse a cometer a calúnia no futuro, então seu espírito não mais habitaria o Monte Minobu.

Menos de um ano depois que esta carta foi escrita, em 1285, Mimbu Niko chegou em Minobu, onde foi nomeado instrutor-chefe dos sacerdotes por Nikko Shonin. Sanenaga foi influenciado pela atitude permissiva de Mimbu Niko.

Dizendo estar agindo com o consentimento de Niko, Sanenaga cometeu quatro atos caluniosos: aceitou uma imagem do Buda Sakyamuni como seu objeto de adoração, fez peregrinações a santuários xintoístas, erigiu um monumento à Nembutsu em Fukushi e construiu um templo para a seita da Terra Pura.

Nitiko Shonin, 59º sumo prelado, escreve que “o restabelecimento (da prática de veneração) de imagens do Buda (Sakyamuni) é o ponto crucial dos quatro atos caluniosos”. Em outras palavras, dos quatro atos de calúnia cometidos por Sanenaga, a aceitação de uma imagem do Buda Sakyamuni e seu estabelecimento como objeto de adoração foi o mais grave.

Os cinco velhos bonzos estabeleceram imagens de Sakyamuni como seus objetos de adoração e desprezaram o Dai-Gohonzon que Nitiren Daishonin havia inscrito. Eles sepultavam os Gohonzon juntamente com os mortos, e os vendiam ou de alguma forma dispunham-se deles e conseqüentemente, muitos Gohonzon foram perdidos. Esse fato é um claro registro de Nikko Shonin. [Maiores detalhes, ver escrituras como Fuji Isseki Monto Zonchi no Koto, Gosho Zenshu, pág. 1.606.]

Os sucessores dos cinco velhos bonzos não atribuem nenhuma importância ao Gohonzon

A seita Nikken, clamando que a iluminação do sumo prelado e o Gohonzon são “as duas entidades indivisíveis do objeto de adoração”, está usando o Gohonzon e estabelecendo uma “crença do sumo prelado” herética.

Nikko Shonin advertiu os seus seguidores: “Não sigam mesmo que seja o sumo prelado se este for contra a Lei do Buda e propor suas próprias opiniões.” (Gosho Zenshu, pág. 1.618.)

Essa crença e doutrina da infalibilidade do sumo prelado são ensinos claramente errôneos formulados em épocas posteriores. Igualar o objeto de adoração a si próprio é ter uma atitude de desprezo com relação ao Gohonzon. Nem mesmo os cinco velhos bonzos e Hakiri Sanenaga não foram culpados desse tipo de arrogância e calúnia.

Em primeiro lugar, Nikken simplesmente usou o Gohonzon como um instrumento para subordinar os seguidores e recolher doações. Ele não tem nem um pouco de fé no Gohonzon. Eis por que é capaz de propor essa doutrina errônea.

Além disso, Nikken, que critica freqüentemente Nitiko Shonin, um grande estudioso de capacidade raramente vista, e que nega e volta-se contra as instruções de seu falecido mestre e sumo prelado antecessor, Nittatsu Shonin, é responsável por cometer grave traição contra seu mestre.

Ele é tão arrogante e imaturo que a contradição inerente de clamar uma posição absoluta para sumo prelado, enquanto ao mesmo tempo rejeita o seu próprio falecido mestre, ainda não lhe ocorreu.

Nikken tem obliterado impiedosamente as realizações de Nittatsu Shonin. Por nenhum motivo justificável, destruiu o Daikejo (Grande Castelo de Visitantes), o Mutsubo (Templo de Seis Pagodes) e a ponte de pedestres em frente ao Portal Sammon, e derrubou os bosques de cerejeiras na área do Templo Principal — todos marcos dos tempos de Nittatsu Shonin.

Naquele tempo, somente os membros da Soka Gakkai, reverenciando o Gohonzon como entidade da vida de Nitiren Daishonin, conduziram-se com fé baseados no Gohonzon, protegeram e entesouraram o Gohonzon com suas vidas.

O presidente Toda nos ensinou: “O Gohonzon é Nitiren Daishonin; ele é a nossa própria vida. Os senhores devem adorar o Gohonzon sinceramente.” E nós precisamos colocar a sua orientação em prática. Precisamente por esta razão, os membros da Soka Gakkai foram protegidos pelo Gohonzon e receberam grandes benefícios. Somente a Soka Gakkai reverenciou o Gohonzon como o Gohonzon, como o verdadeiro objeto de adoração.

A partida de Nikko Shonin da Montanha da Maldade

Pelo fato de Hakiri Sanenaga, ao cometer grave calúnia, ter se tornado um inimigo de Daishonin, Nikko Shonin, muito preocupado com o que fazer, resolveu abandonar o Monte Minobu.

A passagem seguinte descreve claramente como ele se sentiu ao chegar a essa decisão:

Minha dor em deixar Minobu é indescritível. Mesmo o meu mais profundo pensamento me diz que a coisa mais importante para mim é estabelecer os ensinos que herdei de meu mestre sobre uma sólida e íntegra base, não importando em que local. (Hennentai Gosho, pág. 1.733.)

Suas palavras estão carregadas de angústia.

Nitiko Shonin observa: “Não importa quantas vezes eu tenha lido estas palavras, a cada vez meu coração intumesce de dor e minhas lágrimas caem sem cessar... Declaro que qualquer um que leia essa passagem agora e permaneça tranqüilo e imperturbável não é um seguidor desta escola.” (Fuji Nikko Shonin Shoden [Biografia Detalhada de Nikko Shonin da Escola Fuji]).

Defendendo sozinho a causa da justiça

Nikko Shonin continua:

Todavia, enquanto ponderava sobre o método de ação a tomar, todos os outros discípulos traíram o mestre. Uma vez que percebi que eu, Nikko, sozinho compreendi o ensino correto do verdadeiro mestre e que devo realizar seu propósito original, de forma alguma irei me esquecer de seus verdadeiros desejos. (Hennentai Gosho, pág. 1.733.)

Hoje, o clero traiu completamente Daishonin. Descartaram a fé e o objetivo do Kossen-rufu e se transformaram num bando de “espíritos famintos devoradores da Lei” que depredam e exploram a Verdadeira Lei.

Somente a Soka Gakkai está protegendo o ensino correto do verdadeiro mestre, Nitiren Daishonin, e está lutando pelo Kossen-rufu mundial, o “propósito original” que o Buda deixou para ser realizado. Nós estamos lutando adiante resolutamente.

Exatamente como Nikko Shonin naqueles dias, a Soka Gakkai é hoje a única organização legítima a herdar o verdadeiro intento de Nitiren Daishonin e de Nikko Shonin.

Nitikan Shonin ensina:

O objeto de adoração do supremo santuário do Verdadeiro Budismo é na realidade o objeto geral de adoração. Isto porque ele é o objeto de adoração de todas as pessoas do mundo inteiro. (Kanjin no Honzon sho Mondan [Comentário sobre “O Verdadeiro Objeto de Adoração”].)

O Dai-Gohonzon é o objeto de adoração concedido para toda a humanidade. Nikken, entretanto, não permitirá que aqueles que não o obedecem em reverência vejam o Dai-Gohonzon. Ele trata o Dai-Gohonzon como se fosse sua propriedade privada.

A esse respeito, ele está pisoteando a imensa benevolência do Buda Original e negando o significado do Dai-Gohonzon de “objeto de adoração concedido para o mundo inteiro”. Suas ações são realmente as dos “demônios malignos” (descritas no capítulo “Rei dos Remédios” do Sutra de Lótus) que visam obstruir o fluxo do Kossen-rufu.

Além disso, ao excomungar a Soka Gakkai, uma organização que surgiu em exato acordo com o desejo e decreto do Buda, Nikken tentou “obstruir” o fluxo do Kossen-rufu. Da mesma forma que Minobu transformou-se em um local onde o espírito de Daishonin não mais podia habitar, o Taissekiji, sob controle de Nikken, um inimigo do Buda, transformou-se em um “local de heresia”.

Aqueles que hoje visitam o Taissekiji, longe de obterem benefícios como resultado, certamente incorrerão à censura de Daishonin, continuando a receber somente punição.

O fato de o Gohonzon concedido ao mundo inteiro ser a base de nossa fé continua inalterado. Entretanto, doar dinheiro à seita Nikken a fim de ver o Dai-Gohonzon equivale a tolerar sua calúnia à Lei. Aqueles que apoiam os clérigos heréticos são de fato culpados pelas mesmas ofensas assim como eles. Os que cometem atos comprometendo-se em ofensas aos outros tornam-se, em uma única palavra, “cúmplices”.

As pessoas que juntam-se aos caluniadores da Lei para orar ao Dai-Gohonzon certamente serão repreendidas severamente por Daishonin: “Em vez de lutarem contra os inimigos do Buda, os senhores fizeram oferecimentos a eles. Como poderão prestar contas por seus atos?”

Nittatsu Shonin: “O Gohonzon consagrado em seu altar familiar é em si a vida de Nitiren Daishonin”

O capítulo do Sutra de Lótus “O Rei dos Remédios” compara o sutra a uma “lagoa límpida e refrescante que pode satisfazer todos os que têm sede”..2

Em outras palavras, da mesma forma que uma lagoa pode saciar as gargantas ressequidas, o Sutra de Lótus “irriga” a vida das pessoas, extinguindo as chamas de sofrimentos dos desejos mundanos.

Interpretando essa passagem nos dias de hoje, podemos dizer que o Dai-Gohonzon compara-se a uma “lagoa límpida e refrescante”. A fim de chegar até a lagoa, uma pessoa deve viajar através do pântano. A lagoa ainda está exatamente tão límpida como antes, mas devido ao pântano ao redor, a vida da pessoa ficará maculada quando tentar se aproximar dela. É assim como as pessoas descrevem a atual situação.

Prosseguindo com a mesma analogia, mesmo que a pessoa não vá diretamente ao lago, a água límpida que flui da lagoa nasce da fonte que está em nossas casas. Afinal, não existe diferença entre a água da lagoa e a da fonte.

Nittatsu Shonin deu uma orientação clara sobre este ponto, dizendo: “O Gohonzon consagrado em nosso altar familiar é, em si, a vida de Nitiren Daishonin.” (7 de setembro de 1962.)

E Nikko Shonin declarou: “Se não refutarmos aqueles (maus) mestres que se opõe a Nitiren Daishonin, estaremos nós próprios cometendo uma ofensa.” (Hennentai Gosho, pág. 1.734.)

Nikken é um sumo prelado de grande maldade que voltou-se contra Daishonin. Ele é um mau mestre. A menos que a pessoa refute Nikken e proceda rigorosamente contra os seus erros e suas ofensas se tornará como o próprio. Este é o ensino de Nitiren Daishonin.

A concretização do Kossen-rufu é o desejo de Nitiren Daishonin. Nikko Shonin abandonou o templo herético (no Monte Minobu) a fim de evitar que o fluxo do Kossen-rufu, que é o desejo de Daishonin, fosse interrompido.

Dentre as advertências fundamentais de Nikko Shonin a seus discípulos encontra-se a seguinte exortação: “Até que o Kossen-rufu seja atingido, propaguem a Lei com a máxima habilidade sem poupar a sua vida.” (Gosho Zenshu, pág. 1.618.)

É a Soka Gakkai que pratica em exato acordo com esta admoestação. É um fato que ninguém pode negar.

Nittatsu Shonin elogiou-nos dizendo:

São os membros da Soka Gakkai quem estão preservando o budismo, protegendo o Dai-Gohonzon do supremo santuário e conduzindo a prática de Chakubuku sem pouparem as suas vidas, em prol da prosperidade eterna da Lei. São também os membros da Soka Gakkai quem estão refutando todos os ataques dos caluniadores, colocando em prática com suas vidas o princípio dos seis atos difíceis e nove atos fáceis e realizando o Kossen-rufu nos Últimos Dias da Lei.

Sem dúvida, o espírito de Daishonin reside na Soka Gakkai, uma organização cujas ações concordam com o desejo do Buda. Precisamente por esta razão, fomos capazes de derrotar os esquemas de Nikken, que corresponde ao sensho zojoman, o terceiro dos três poderosos inimigos, e de abrir uma nova era do Kossen-rufu mundial.

No Ongui Kuden (Registro dos Ensinos Orais) lê-se:

Nitiren e seus discípulos que recitam o Nam-myoho-rengue-kyo são “os que vivem juntamente com o Tathagata”. Fudaishi interpreta essa passagem como segue: “Nós despertamos com o Buda todas as manhãs, sonhamos com o Buda todas as noites; a cada momento adentramos o Caminho, e a cada instante revelamos nossa verdadeira identidade.” (Gosho Zenshu, pág. 737.)

Onde se encontra Nitiren Daishonin? Atualmente Daishonin existe em nossas vidas, as quais dedicamos ao Kossen-rufu. Ele está nos observando enquanto vivemos com base no princípio de que “a fé manifesta-se na vida diária”.

Nós estamos sempre juntos com Nitiren Daishonin. Hoje, dois anos após conquistarmos a nossa independência espiritual, a Soka Gakkai está se tornando uma presença ainda mais importante no Japão, e está propagando a luz da paz e felicidade ainda mais amplamente pelo mundo. Essa vitória é a prova real da legitimidade da Soka Gakkai. Em contraste, o clero encontra-se em um estado de contínuo declínio. Com o passar de cada ano, sem dúvida ficará cada vez mais claro onde o certo e o errado residem. Devemos tomar isso como a nossa responsabilidade para tornar esse fato claro.

Rumo a esse fim, com a consciência de que estas são “as horas cruciais” (END, vol. II, pág. 171), vamos avançar com transbordante alegria ao longo do verdadeiro caminho no qual as nossas grandes batalhas tornam-se a fonte de grandes benefícios.

Tratar os companheiros com grande sinceridade

Os líderes devem sempre ser firmes ao lidar com os inimigos do Buda, e sempre tratar os companheiros com cordialidade e sinceridade.

Nada pode se igualar à sinceridade. Ninguém é tão forte quanto aquele que é sincero. Jamais permitam a si mesmos tornarem-se orgulhosos e arrogantes, e, por favor, continuem vigorosa e alegremente a expandir o mundo da “religião de humanidade”.


Coroar a vida com incontáveis vitórias

 

daisaku ikeda

Neste momento, estou novamente relembrando a mística relação cármica de mestre e discípulo Soka.

Ao enfrentar a grande perseguição do exílio em Sado, o buda Nichiren Daishonin assinalou seu primeiro passo nas terras de Shin’etsu no ano de 1271.

Exatos seiscentos anos depois, em 1871, o fundador da Soka Gakkai, mártir e grandioso mestre Tsunesaburo Makiguchi, nasceu em Shin’etsu, onde está gravado o espírito de Daishonin.

Makiguchi sensei amava sua terra natal e se dedicou em prol dos amigos e sucessores desse local.

Após a fundação da Soka Gakkai, dirigiu-se em primeiro lugar à sua terra natal, em Arahama, cidade de Kashiwazaki, província de Niigata, na companhia do seu amado discípulo, Josei Toda, um jovem de 30 anos, e realizou shakubuku nas pessoas conhecidas.

Na época em que se intensificavam os passos do regime militar, era uma viagem para plantar as sementes da Lei Mística, de paz e felicidade, no grande solo da amada terra natal.

Além disso, relembrando o fato de Daishonin ter escrito A Profecia do Buda, entre outras cartas, e declarado o “retorno do budismo para o oeste” e o “kosen-rufu do Jambudvipa [o mundo inteiro]” nas terras de Shin’etsu, aquela viagem salientava o extraordinário avanço do kosen-rufu mundial no futuro por intermédio da Soka Gakkai.

Mais tarde, no último verão que passou em Karuizawa, província de Nagano, Toda sensei me contou detalhadamente as recordações daquela viagem de mestre e discípulo. Foi nessa ocasião que jurei escrever o romance Revolução Humana.

Reitero meus sinceros parabéns pela realização da reunião de líderes em Shin’etsu, onde está gravada a história de juramento seigan de mestre e discípulo! Estou feliz por terem recebido a data de hoje, promovendo vigorosamente a expansão de valorosos seres humanos, o shakubuku e a propagação dos ensinamentos em todos os blocos e comunidades de Niigata e de Nagano.

Muitíssimo obrigado aos membros dos Estados Unidos, da América do Sul, da Europa, de Taiwan e da Coreia do Sul que realizaram um maravilhoso intercâmbio da amizade com os companheiros de Shin’etsu!

Quão felizes devem estar Makiguchi sensei e Toda sensei. Vamos juntos louvar mutuamente o grandioso esforço, repleto de coragem, da família Soka do Japão e do mundo com enorme salva de palmas!

Transformar o “domínio do meio ambiente”

O buda Nichiren Daishonin passou cerca de três anos após ter “abandonado o transitório e revelado o verdadeiro” aqui em Shin’etsu. Esse fato é de imensurável significado.

Nos escritos, Daishonin descreve o rigoroso frio que enfrentava: “A neve se empilhava dentro da cabana e nunca derretia” (CEND, v. II, p. 28) e “As chances de eu sobreviver mais este ano, ou mesmo este mês, são de uma em dez mil” (CEND, v. I, p. 421). A cada dia, Daishonin suportou a mais terrível e extrema opressão. Foi nesse meio que, com toda compostura, ele convocou os novos bodisatvas da terra, um após outro, tais como Abutsu-bo e a monja leiga Sennichi, indicando-lhes que homens e mulheres que recitam daimoku são, exatamente na forma que se apresentam, a suprema vida da “torre de tesouro”.

Cultivando os nobres e anônimos pais e mães, e pessoas comuns recém-iniciadas na fé, Daishonin formou os laços com o budismo na localidade. Fez das pessoas influentes e com experiência de vida, e até mesmo os adversários, suas aliadas, transformando enormemente o “domínio do meio ambiente” da Ilha de Sado.

Ao mesmo tempo que treinava seus discípulos sucessores, Daishonin orava pela segurança e tranquilidade de seus seguidores que estavam imersos na situação caótica de Kamakura, conforme afirmou: “Oro com forte convicção, capaz de produzir fogo com lenha encharcada ou obter água do chão ressequido” (CEND, v. I, p. 464). E, ainda, registrou a doutrina para o futuro de dez mil anos em escritos como Abertura dos Olhos e O Objeto de Devoção para Observar a Mente.

Fé tenaz e indomável

Observando profundamente o comportamento de ímpeto do leão demonstrado pelo buda Nichiren Daishonin, gostaria que gravássemos no coração a seguinte passagem sagrada escrita em Sado: “De todas as pessoas que desde o começo do kalpa atual foram perseguidas por seus pais ou soberanos e exiladas em ilhas distantes, não houve ninguém que tenha sentido nossa incontida alegria. Por isso, onde quer que habitemos e pratiquemos o veículo único [Sutra do Lótus], esse lugar será a Capital da Luz Eternamente Tranquila” (CEND, v. I, p. 330).

Como discípulos direto de Daishonin, independentemente de quaisquer adversidades ou efeitos do mau carma, enfrentem tudo alegre e corajosamente com o espírito “Que venham!”, orem incansavelmente a Lei Mística, vençam e superem tudo resolutamente no local da missão. Essa é a nossa relação de mestre e discípulo Soka.

A jornada de mestre e discípulo da vida e do kosen-rufu é uma eterna batalha contra as provações. É por isso que desejamos fazer resplandecer a “Capital da Luz Eternamente Tranquila” na terra do nosso juramento seigan, expandindo a nova rede dos emergidos da terra, com o bailar da revolução humana por meio da fé tenaz e indomável.

Hoje, enquanto o kosen-rufu avança simultaneamente em todo o mundo, vamos edificar a terra ideal da expansão de “valores humanos” e do desenvolvimento de jovens em seus respectivos locais e promover a construção da cadeia de renascimento da comunidade. E, assim, vamos iluminar a sociedade planetária com o brilho da amizade, da confiança e da paz!

sábado, 8 de janeiro de 2022

Com todo ânimo!

 

daisaku ikeda

Em meio a intensos compromissos, seja escrevendo suas obras ou mensagens de incentivo, participando das atividades, dialogando com personalidades e com as pessoas do povo, o Mestre reserva tempo também para compor e reger canções.

Uma passagem emocionante da Nova Revolução Humana conta a dedicação de Ikeda sensei a incentivar, com a regência de uma canção, os membros da Divisão dos Estudantes Herdeiro em um curso de aprimoramento:

Depois da oração, quando Shin’ichi3 ia despedir-se dos participantes, uma voz surgiu da plateia.

— Presidente Yamamoto, poderia, por favor, reger uma canção para todos nós?

Esse pedido foi seguido por uma forte salva de palmas.

Shin’ichi aceitou o pedido com um sorriso nos lábios.

— Está bem. Vou reger uma canção. Antes, porém, gostaria de solicitar aos vice-presidentes e demais líderes que a regessem para vocês.

Os líderes se levantaram e regeram uma canção acompanhada do coro entusiasmado dos estudantes.

Em seguida, Shin’ichi apanhou um leque e perguntou:

— O que vocês querem cantar?

— Por favor, gostaríamos que o senhor regesse a canção Takeda-bushi.

— Está bem. Vamos cantar com ânimo total!

A regência de Shin’ichi, acompanhada das palmas dos participantes, criou um ambiente repleto de vigor e decisão. Muitos deles viam pela primeira vez a regência de Shin’ichi.

Quando terminou, outro estudante gritou da plateia.

— Por favor, poderia reger mais uma vez?

— Está bem. Regerei quantas vezes vocês quiserem!

Shin’ichi começou a reger pela segunda vez. As palmas dos estudantes intensificaram-se ainda mais.

Ao término, eles pediram que regesse mais uma vez.

Shin’ichi enxugou o suor com o lenço e regeu a canção pela terceira vez.

Como os pedidos não cessavam, os líderes começaram a ficar preocupados com a saúde do presidente Yamamoto, e o coordenador Masaya Ueno quis até se levantar para acalmar o entusiasmo de seus companheiros. Entretanto, uma vez que o próprio presidente estava disposto a atender todos os pedidos, ele permaneceu sentado em seu lugar.

Um quarto pedido de regência surgiu da plateia. Shin’ichi aceitou sorrindo e levantou bem alto o leque. Sua regência era como o vigoroso bailar de uma grande fênix. Por essa dedicação, atendendo a todos os pedidos, os estudantes ficaram emocionados e as lágrimas começaram a deslizar pelo rosto. Esse encontro com o presidente Yamamoto ficou gravado no coração dos participantes como uma lembrança inesquecível.4

Com todo ânimo!

Uma sugestão para a pessoa que deseja aprender a realizar o shiki, ou seja, reger uma canção, é conversar com um veterano para que lhe ensine e a incentive. Embora existam diferenças na regência de uma pessoa para outra, o mais importante é transmitir força, paixão e determinação a cada movimento, conforme Ikeda sensei salienta: “A canção da Gakkai existe junto com a decisão. Por esse motivo, onde ecoam as vozes que a cantam, desponta altivo o sol da vitória”.5

Assim, cantar ou reger uma canção, muito mais que uma forma para “animar a reunião”, é a oportunidade de mostrar e aprofundar nossa decisão em nos dedicar cada vez mais ao cumprimento da nossa missão pelo kosen-rufu.

Dica dourada do Mestre

As canções da Soka Gakkai promovem a união e incentivam as pessoas a renovar a determinação. Ikeda sensei enfatiza:

O importante é, independentemente das circunstâncias ou das situações, criar verdadeiros filhos do leão que viverão pela missão em prol do kosen-rufu. Para isso, quero fazer músicas que inspirem com coragem a alma e o coração de todos. Isso porque a Soka Gakkai é uma organização que avança alegre e radiantemente entoando a canção do júbilo e da esperança.6


sábado, 11 de dezembro de 2021

Acumular o tesouro do coração

 

soka gakkai

Acumular o tesouro do coração

 Nichiren Daishonin está ciente de todos os nossos esforços. A lei de causa e efeito é absoluta. Como Daishonin assegura a Shijo Kingo e à sua esposa, Nichigen-nyo: “Se houver virtude invisível, haverá re­compensa visível” (CEND, v. II, p. 171). Assim como esse dedicado casal da época de Nichiren Daishonin, hoje, nossos membros em todo o Japão e no mundo estão comprovando essas palavras em sua própria vida.

De fato, sempre que leio as cartas de Daishonin endereçadas a Shijo Kingo e à Nichigen-nyo, surge em minha mente o rosto dos nossos nobres companheiros que estão se esforçando em sua prática budista com o mesmo espírito invencível.

Em determinada carta [Os Três Tipos de Tesouro], por exemplo, Daishonin escreve “Sempre recordo o momento, ainda hoje vívido, quando estava prestes a ser decapi­tado; o senhor veio correndo me acompanhar e, com os olhos vertendo lágrimas de dor, agarrou-se às rédeas de meu cavalo. Não poderia esquecê-lo em nenhuma das existências futuras” (Ibidem, p. 111).

Ele então diz a Shijo Kingo para não lamentar aos outros sobre o quanto é difícil viver neste mundo, mas sim, em vez disso, o encoraja a continuar a se dedicar seriamente no caminho da prática budista (cf. CEND, v. II, p. 112). Ele afirma: “Viva de maneira que todas as pessoas de Kamakura o elogiem pela diligência com que Nakatsukasa Saburo Saemon-no-jo serve ao seu senhor feudal, ao budismo e às demais pessoas. Mais valioso que o tesouro do cofre é o do corpo. Porém, nenhum é mais valioso que o tesouro do coração. A partir do instante que ler esta carta, esforce-se para acumular o tesouro do coração!” (CEND, v. II, p. 112).

Por sermos pessoas comuns, às vezes nos queixamos. Em algumas ocasiões, nossas emoções ficam fora de controle ou nos deixamos levar e acabamos cometendo erros. É por isso que Nichiren Daishonin oferece uma orientação tão rigorosa e detalhada a Shijo Kingo, alertando-o para não se tornar descuidado ou arrogante. O único desejo de Daishonin é ajudar seu amado discípulo a viver de forma vitoriosa até o fim.


domingo, 21 de novembro de 2021

espírito imutável da Soka Gakkai

 

soka gakkai

Naturalmente, existem diversas formas de viver a juventude, e não há necessidade de sugerir uma única perspectiva para todos. Mas, independentemente do caminho que escolherem, o que irá desempenhar papel decisivo no rumo que sua vida tomará no futuro é o fato de viverem a época da juventude ao máximo ou a deixarem passar sem realizar nenhum esforço efetivo.

O Sr. Toda frequentemente nos orientava nesse sentido: “Se quiserem realizar algo grandioso, é importante que tenham a determinação de alcançá-lo na fase dos 20 ou 30 anos. Se esperarem até estarem na faixa dos 40 anos e, então, de repente decidirem se lançar a uma grande aventura, será muito mais difícil obter êxito”.

Ele também recomendava: “Os jovens devem acalentar sonhos que, de tão grandes, pareçam quase impossíveis de alcançar. Na vida, é inevitável que só consigamos concretizar uma fração daquilo que gostaríamos. Portanto, se já partirem de sonhos pequenos demais, acabarão não conseguindo realizar nada. Que bem terão construído com a sua vida?”.

Lutar para concretizar um grande ideal na fase dos 20 e 30 anos é a chave para desfrutar uma incomparável satisfação e realização nesta aparentemente longa, apesar de curta, existência.

Só se é jovem uma vez. Que tristeza seria chegar aos 40 ou 50 anos e ser tomado de pesar e arrependimento. Uma vida de descontentamento — uma vida não realizada e semirrealizada como a fogueira que crepita e começa a fumegar, mas nunca se torna flamejante com grandes labaredas — também é um terrível desperdício.

Por isso, vocês devem fazer a chama da vida arder com total intensidade e se esforçar ao máximo durante a juventude, quando se encontram no auge de suas forças e saúde. Tudo é em benefício próprio.

O Sr. Toda ensinava que os jovens devem acalentar ideais elevados e avançar com radiante e ardente energia. Quanto mais alta a montanha que você almejarem, maior será a satisfação que sentirão ao atingir o topo. Esse é um modo de vida repleto de paixão e crescimento, transbordante de poderosa fé na Lei Mística.

Kosen-rufu é o topo da montanha suprema da humanidade, o ideal mais significativo e nobre de todos. Também é o ideal mais realista, a necessidade mais premente da sociedade e da época. Dediquem a juventude e a vida, plena e irrestritamente, ao grande ideal do kosen-rufu. Uma vida assim está de acordo com os ensinamentos de Nichiren Daishonin e incorpora a essência do espírito imutável da Soka Gakkai


Vida dedicada à nobres ideais

soka gakkai

 

Sócrates e Platão, um eterno exemplo de união pela justiça


A principal corrente de pensamento da civilização ocidental se originou com dois homens: Sócrates e Platão. A força de ambos estava no apoio mútuo com base na relação de mestre e discípulo.


Num discurso aos jovens, o presidente da SGI disse: “Hoje, gostaria de discutir o relacionamento do filósofo com o povo e do mestre com o discípulo com base no exemplo de Sócrates e Platão” (Guia de Orientações Líder, v. 26, p. 44, jul.ago. 1989).


Sócrates nasceu 469 anos antes de Cristo em Atenas, na Grécia, uma região que floresceu como centro da civilização clássica grega considerada a capital da razão e da democracia. A sabedoria desse pensador era amplamente difundida e, “mesmo hoje, Sócrates é elogiado como um professor da humanidade”.


Mas, ao longo da sua vida, ele foi motivo de chacotas e alvo de muitas perseguições. Esse bom e sábio homem foi condenado e executado pelo Estado aos 70 anos de idade. “Um verdadeiro patriota, Sócrates amou e se devotou a sua Atenas natal. Ele era a pessoa de sabedoria e senso de justiça mais distinta que existia”). Por ocasião de sua morte, seu fiel discípulo Platão estava com 28 anos e a perda de seu mestre mudou por completo a vida do jovem e os rumos do pensamento filosófico do mundo.


Por que os justos são perseguidos?


“Por que então Sócrates foi injustamente caluniado e difamado?” — pergunta o presidente Ikeda.


O sábio que tanto amava e se esforçava para lapidar a vida dos moços e das moças de Atenas foi sentenciado exatamente do contrário: “Ele era acusado de corromper a juventude da cidade e rejeitar os deuses de Atenas”. Seu principal acusador era um homem chamado Meleteus, ligado à políticos proeminentes. A boataria e as mentiras sobre Sócrates infelizmente foram se espalhando e adotadas com verdade, embora todos que tomassem contato com o grande sábio reconheciam nele o oposto das acusações. “Um dos meios que os demagogos da época de Sócrates gostavam de utilizar era a fabricação de escândalos”.


Ele ainda tinha a opção de apelar e admitir a culpa para escapar da execução, mas se negou porque jamais trairia suas convicções.


Sócrates morreu. O mais justo daqueles homens foi injustamente sentenciado a tomar o veneno mortal cicuta. “Em essência, Sócrates declarou que uma pessoa deveria pôr sua alma acima de qualquer outra coisa, considerando-a o mais importante tesouro. Sócrates tinha algo em comum com Nichiren Daishonin, que declara: ‘A fé sozinha é o que realmente importa’”.


A conduta e as convicções dele foram totalmente assimiladas pelo seu discípulo Platão, que tremeu em fúria diante da injusta morte do seu mestre. A relação de mestre e discípulo é a força motriz da justiça, o ponto de partida de qualquer mudança profunda pessoal ou social. Por isso é um tema fundamental no budismo.


A base da vitória está na unicidade de mestre e discípulo


O ideal de Sócrates continuou vivo em seu amado discípulo. “Sócrates confiava que Platão incorporaria seu espírito e prosseguiria em seus passos. Um mestre que possui um discípulo a quem pode depositar total confiança é muito afortunado”.


Platão viveu ao lado do seu mestre por nove anos e a morte dele o abalou tão profundamente que caiu doente de tão entristecido. Mas ele logo se levantou com um espírito vigoroso e iniciou a batalha do discípulo: “Platão jurou jamais perdoar o mal que levara seu mestre à morte e jurou estabelecer a justiça e a verdade de seu mestre aos olhos de todas as pessoas”.


Dali em diante, por mais de cinquenta anos, até a sua morte aos 80, Platão lutou sinceramente para alcançar esses objetivos. O propósito da sua existência estava em provar a verdade da vida de seu mestre. Ele jurou mudar a política por meio do treinamento de jovens que fizessem contraponto ao poder corrompido da época. “Nos seus últimos dias, sempre que falava sobre a morte de seu mestre, Platão se enchia de indignação e seu corpo tremia. Por cinquenta anos, ele continuou ardendo de ódio contra o mal. Este rancor exarcerbado o capacitou a conduzir sua vida de forma esplêndida, como um artista que trabalha por anos a fio e produz uma obra prima monumental”.


A força que transforma a realidade nasce quando o propósito do mestre está vivo no coração e nas atitudes do discípulo.


“Fui para o presidente Toda o que Platão foi para Sócrates”


Platão iniciou sua batalha e atacou a raiz do problema de Atenas: investiu todas as suas forças para “construir uma república na qual a filosofia, ou, literalmente, o amor pela sabedoria, guiaria as autoridades políticas”.


Ele se esforçou em três áreas: letras, educação e política. Sua força era descomunal e nada o parava. O presidente Ikeda afirma: “Em retrospecto, eu também tenho me esforçado nessas três áreas”. A vida do presidente da SGI está firmemente enraizada no solo da unicidade com seu mestre jossei toda. Ele vem trabalhando desde a juventude para cumprir o juramento do Sr. Toda de eliminar a miséria da face da Terra.


daisaku ikeda herdou a fé, os planos e os desejos de jossei toda. Sua fúria contra a injustiça e contra o mal o impulsionou a construir a maior organização pacifista do mundo, a SGI: “Tenho empreendido todos esses esforços movido pelo desejo de concretizar a visão de Toda sensei sobre o futuro, baseado em suas ideias e concepções.


Um discípulo que vive pelos ideais de um bom mestre manifesta a força de milhares de pessoas, rompe a concha do ego e vive a mais digna existência.


Vida dedicada à nobres ideais


“Depois da morte de Sócrates, um novo Sócrates nasceu na pessoa de Platão. Fui para o presidente Toda o que Platão foi para Sócrates, portanto, posso entender muito bem a relação entre esses dois filósofos gregos”, afirma o líder da SGI.


Num mundo em constante mudança, a unicidade de mestre e discípulo é a base mais sólida para uma vida correta e dedicada à nobres ideais. Somente nesse caminho “a luz das ideias expostas por uma grande alma é transmitida sem interrupção e fica eternizada. Esse modo de vida é parte da herança cultural da humanidade”.


Uma vida rica, saudável e plenamente feliz


Nós, membros da SGI, somos herdeiros legítimos dos ideais, dos sonhos e da vida do presidente Ikeda. É por isso que todo associado da SGI é forte e vitorioso.


Ao se empenhar para tornar realidade o sonho da paz mundial do líder da SGI, o discípulo multiplica sua força e vive a mais significativa existência. Cada tarefa se torna uma batalha para vencer a si e, ainda, encorajar as pessoas ao redor.


Dedicar-se ao mestre é ter o mesmo propósito que ele, assim como aprendemos com os dois filósofos gregos. Sócrates venceu porque sua vida foi eternizada pelo esforço do discípulo; Platão venceu e mudou a história da humanidade para sempre porque sua vida estava inteiramente inspirada no mestre.


A unicidade de mestre e discípulo é o caminho mais saudável de vida. Não é um relacionamento unilateral de mestre no alto e discípulo embaixo nem um tipo feudalista e opressivo de relacionamento.


É uma relação enriquecedora e eterna. Quem se dedica a essa forma de vida tem força para superar qualquer dificuldade.


Queime as lenhas

  O budismo ensina como converter imediatamente o maior sofrimento em grande alegria. O que garante isso é o princípio “desejos mundanos são...