Jamais deve-se esquecer a indignação por causa dos atos errôneos de uma pessoa, esse é o espírito de justiça. Nitiren Daishonin manifestou esse espírito, e assim o fez também Nikko Shonin.
Jamais deve-se esquecer a indignação por causa dos atos errôneos de uma pessoa, esse é o espírito de justiça. Nitiren Daishonin manifestou esse espírito, e assim o fez também Nikko Shonin.
A educação é o nobre e sublime trabalho de desenvolver o amor benevolente e a capacidade criativa no coração das crianças que serão grandes árvores no futuro. Por essa razão, a educação é a força que transforma a era e o mundo, e é o sagrado empreendimento que criará a vitória do humanismo na sociedade.
Neste momento, estou novamente relembrando a mística relação cármica de mestre e discípulo Soka.
Ao enfrentar a grande perseguição do exílio em Sado, o buda Nichiren Daishonin assinalou seu primeiro passo nas terras de Shin’etsu no ano de 1271.
Exatos seiscentos anos depois, em 1871, o fundador da Soka Gakkai, mártir e grandioso mestre Tsunesaburo Makiguchi, nasceu em Shin’etsu, onde está gravado o espírito de Daishonin.
Makiguchi sensei amava sua terra natal e se dedicou em prol dos amigos e sucessores desse local.
Após a fundação da Soka Gakkai, dirigiu-se em primeiro lugar à sua terra natal, em Arahama, cidade de Kashiwazaki, província de Niigata, na companhia do seu amado discípulo, Josei Toda, um jovem de 30 anos, e realizou shakubuku nas pessoas conhecidas.
Na época em que se intensificavam os passos do regime militar, era uma viagem para plantar as sementes da Lei Mística, de paz e felicidade, no grande solo da amada terra natal.
Além disso, relembrando o fato de Daishonin ter escrito A Profecia do Buda, entre outras cartas, e declarado o “retorno do budismo para o oeste” e o “kosen-rufu do Jambudvipa [o mundo inteiro]” nas terras de Shin’etsu, aquela viagem salientava o extraordinário avanço do kosen-rufu mundial no futuro por intermédio da Soka Gakkai.
Mais tarde, no último verão que passou em Karuizawa, província de Nagano, Toda sensei me contou detalhadamente as recordações daquela viagem de mestre e discípulo. Foi nessa ocasião que jurei escrever o romance Revolução Humana.
Reitero meus sinceros parabéns pela realização da reunião de líderes em Shin’etsu, onde está gravada a história de juramento seigan de mestre e discípulo! Estou feliz por terem recebido a data de hoje, promovendo vigorosamente a expansão de valorosos seres humanos, o shakubuku e a propagação dos ensinamentos em todos os blocos e comunidades de Niigata e de Nagano.
Muitíssimo obrigado aos membros dos Estados Unidos, da América do Sul, da Europa, de Taiwan e da Coreia do Sul que realizaram um maravilhoso intercâmbio da amizade com os companheiros de Shin’etsu!
Quão felizes devem estar Makiguchi sensei e Toda sensei. Vamos juntos louvar mutuamente o grandioso esforço, repleto de coragem, da família Soka do Japão e do mundo com enorme salva de palmas!
Transformar o “domínio do meio ambiente”
O buda Nichiren Daishonin passou cerca de três anos após ter “abandonado o transitório e revelado o verdadeiro” aqui em Shin’etsu. Esse fato é de imensurável significado.
Nos escritos, Daishonin descreve o rigoroso frio que enfrentava: “A neve se empilhava dentro da cabana e nunca derretia” (CEND, v. II, p. 28) e “As chances de eu sobreviver mais este ano, ou mesmo este mês, são de uma em dez mil” (CEND, v. I, p. 421). A cada dia, Daishonin suportou a mais terrível e extrema opressão. Foi nesse meio que, com toda compostura, ele convocou os novos bodisatvas da terra, um após outro, tais como Abutsu-bo e a monja leiga Sennichi, indicando-lhes que homens e mulheres que recitam daimoku são, exatamente na forma que se apresentam, a suprema vida da “torre de tesouro”.
Cultivando os nobres e anônimos pais e mães, e pessoas comuns recém-iniciadas na fé, Daishonin formou os laços com o budismo na localidade. Fez das pessoas influentes e com experiência de vida, e até mesmo os adversários, suas aliadas, transformando enormemente o “domínio do meio ambiente” da Ilha de Sado.
Ao mesmo tempo que treinava seus discípulos sucessores, Daishonin orava pela segurança e tranquilidade de seus seguidores que estavam imersos na situação caótica de Kamakura, conforme afirmou: “Oro com forte convicção, capaz de produzir fogo com lenha encharcada ou obter água do chão ressequido” (CEND, v. I, p. 464). E, ainda, registrou a doutrina para o futuro de dez mil anos em escritos como Abertura dos Olhos e O Objeto de Devoção para Observar a Mente.
Fé tenaz e indomável
Observando profundamente o comportamento de ímpeto do leão demonstrado pelo buda Nichiren Daishonin, gostaria que gravássemos no coração a seguinte passagem sagrada escrita em Sado: “De todas as pessoas que desde o começo do kalpa atual foram perseguidas por seus pais ou soberanos e exiladas em ilhas distantes, não houve ninguém que tenha sentido nossa incontida alegria. Por isso, onde quer que habitemos e pratiquemos o veículo único [Sutra do Lótus], esse lugar será a Capital da Luz Eternamente Tranquila” (CEND, v. I, p. 330).
Como discípulos direto de Daishonin, independentemente de quaisquer adversidades ou efeitos do mau carma, enfrentem tudo alegre e corajosamente com o espírito “Que venham!”, orem incansavelmente a Lei Mística, vençam e superem tudo resolutamente no local da missão. Essa é a nossa relação de mestre e discípulo Soka.
A jornada de mestre e discípulo da vida e do kosen-rufu é uma eterna batalha contra as provações. É por isso que desejamos fazer resplandecer a “Capital da Luz Eternamente Tranquila” na terra do nosso juramento seigan, expandindo a nova rede dos emergidos da terra, com o bailar da revolução humana por meio da fé tenaz e indomável.
Hoje, enquanto o kosen-rufu avança simultaneamente em todo o mundo, vamos edificar a terra ideal da expansão de “valores humanos” e do desenvolvimento de jovens em seus respectivos locais e promover a construção da cadeia de renascimento da comunidade. E, assim, vamos iluminar a sociedade planetária com o brilho da amizade, da confiança e da paz!
O diálogo de pessoa a pessoa compartilhando a esperança pela paz e unindo mutuamente os corações é o caminho espontâneo e gradativo para a solução dos problemas. Um verdadeiro diálogo deve continuar até produzir resultados, o que exige perseverança e tenacidade.
Em contrapartida, a atitude radical da não aceitação de questionamentos é agressiva e denota fraqueza interior da pessoa. Portanto, nada mais é que uma declaração de derrota da natureza humana, que no final tende à dependência da violência e de outras formas de coerção para atingir os fins.
A união do coração das pessoas pelo diálogo é a força para criar uma rede pela paz.
“Flores humanas” são citadas no capítulo “Parábola das Ervas Medicinais” (5º) do Sutra do Lótus. Nesse capítulo, os diversos seres vivos, cada qual com sua qualidade e capacidade, e os ensinamentos do Buda são comparados, respectivamente, a diversificadas plantas e à chuva que cai para nutri-las de forma imparcial. Essa analogia elucida o florescimento da natureza de buda, igualmente, em todos os seres vivos.
Conforme exemplificado no Sutra do Lótus, desde a sua origem, o budismo lutou contra todas as formas de discriminação. Rejeitou a distinção devido a castas ou classes sociais, à raça, à etnia, à nacionalidade, à religião, à profissão ou à origem das pessoas. Por essa razão, o budismo sofreu numerosas perseguições por instituições e autoridades.
Nichiren Daishonin afirma que “...nasceu numa família chandala” (CEND, v. I, p. 210), identificando-se como alguém de classe marginalizada, alvo de discriminação. A partir de uma posição social inferior, ele lutou para propagar a filosofia budista de absoluta igualdade entre as pessoas.
a Soka Gakkai, refletindo a história do budismo, de luta pelos direitos humanos, promove o movimento pela paz, cultura e educação com base na filosofia budista aberta para as pessoas. da perspectiva de longo prazo, estava claro que a causa para o desenvolvimento da nação se encontrava na educação, pois o aumento de indivíduos conscientes e com intelecto faz com que maior número de pessoas seja capaz de enxergar a realidade da sociedade e distinguir o certo do errado e o bem do mal.
“Vim a aceitar a sensação de não saber para onde estou indo. E eu me treinei para amar isso. Porque é somente quando somos suspensos no ar, sem pousar à vista, que forçamos nossas asas a desvendar e, infelizmente, iniciamos nosso vôo. E enquanto voamos, ainda podemos não saber para onde estamos indo. Mas o milagre está no desdobramento das asas. Você pode não saber para onde está indo, mas sabe que, desde que abra suas asas, os ventos o levarão”.
C. JoyBell C.
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