quinta-feira, 16 de setembro de 2021

“o grande caminho da paz”

 

soka gakkai

Hellen Keller tinha uma deficiência que a privava da visão e da audição; ela superou todos os obstáculos e registrou sua infinita gratidão pela professora Anne Sullivan, sua mestra. “A professora Anne não adaptou seu método de ensino à minha deficiência. Conduziu-me pouco a pouco para o alto, até o nível do seu desejo de ensinar”, disse Hellen. São palavras de profundo significado.

A própria professora Anne cresceu em meio a inúmeras dificuldades e superou a doença que quase lhe tirou a visão. Ela compartilhava dos sofrimentos da menina Hellen, contudo, não se deixava influenciar por isso. Ela extraía o máximo potencial inerente na vida de Hellen e, juntas, elevavam a condição de vida.

 (...)

Hellen Keller comentou a respeito da sua professora:

Naquela época, minha professora sentia-se como uma raiz imersa na terra escura e fria, esperando o tempo certo para um dia desabrochar. Por outro lado, não me contenho de alegria e de felicidade ao recordar de suas palavras dizendo que esses dias vividos ao meu lado foram os momentos mais plenos em toda a sua vida.

Como são nobres e profundos os sofrimentos e as alegrias do trabalho de educar uma pessoa.

Orar, preocupar-se e dedicar-se em prol dos filhos, dos amigos e dos companheiros — esta luta invisível se transformará infalivelmente em boa sorte e benefícios para sua vida.

Esta mesma boa sorte e mesmos benefícios serão transmitidos integralmente a seus filhos e amigos.

No Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente, Nichiren Daishonin escreveu: “Tanto a pessoa como os outros se alegrarão juntos pela posse da sabedoria e da benevolência”. 1

(...)

O professor Tsunesaburo Makiguchi, mestre e pai do sistema educacional Soka, promoveu antes de qualquer outra coisa o curso a distância voltado para as mulheres.

Ele acreditava que o aumento da participação delas na sociedade estaria ligado diretamente à paz e à felicidade da humanidade. Nessa atitude do presidente Makiguchi transparece o espírito do brado de Nichiren Daishonin: “Não deve haver discriminação entre os que propagam os cinco ideogramas do daimoku nos últimos dias da lei, sejam homens, sejam mulheres”2 e “Não há absoluta diferença entre a mulher, a lei mística e o buda Sakyamuni”.3

No entanto, no Japão, as circunstâncias são ainda muito desfavoráveis às mulheres.

Uma pesquisa intitulada Índice de Desigualdade Salarial entre Homens e Mulheres, apresentada no Fórum Econômico Mundial realizado em Genebra, na Suíça, em outubro de 2012, indica que o Japão está no 101o lugar entre os 135 países pesquisados [o Brasil é o 100o]. É um resultado extremamente baixo dentre os países mais desenvolvidos.

O conde Richard Coudenhove-Kalergi, defensor da unificação europeia e com quem publiquei um livro de diálogos, disse certa vez:

As mulheres são incomparavelmente mais pacifistas que os homens, pois elas possuem o instinto materno que concebe e cria a vida e, por isso, jamais desejam o massacre ou a matança. A natureza concedeu às mulheres uma missão que os homens não podem cumprir.

Somente quando as mulheres brilham é que a comunidade, a sociedade e todo o futuro resplandecem. Por essa razão, quero mais uma vez declarar que devemos objetivar uma sociedade na qual as mulheres brilhem, pois isso se tornará “o grande caminho da paz”


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