No ano passado [2015], no Dia Mundial dos Refugiados, o Acnur lançou uma campanha de educação pública, apresentando histórias de vida de pessoas que se tornaram refugiadas e incentivando os telespectadores a repartir tais histórias com seus amigos e conhecidos. Cada uma delas é apresentada pelo personagem real, um atributo reconhecido com facilidade e que nada tem a ver com a nacionalidade, e relata a sua história, o que sente sobre a sua condição atual. Deparar-se com a experiência e a história de vida de uma pessoa, em condições reais e conhecidas, permite que se veja além do rótulo, sem rosto, de “refugiado”.
Em setembro de 1974, em meio às acentuadas tensões da Guerra Fria, ignorei críticas e oposições e visitei a União Soviética pela primeira vez. A convicção que me motivou foi que não precisamos temer a União Soviética tanto quanto precisamos temer nossa ignorância com respeito à União Soviética.
O que ergue barreiras entre nós é a atitude de permanecer ignorante em relação aos outros. Por isso o diálogo é decisivo. Tudo começa com o diálogo.

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