Os desejos têm sido a força motriz por trás do desenvolvimento da civilização moderna. Nós fizemos com que a natureza e a vida se tornassem um meio para um fim. Conforme a senhora — uma ativista cívica e escritora que atua para expandir os movimentos globais de cidadãos — tem destacado com frequência, a economia tradicional tem incentivado esse processo. Mas agora, no início do século 21, atingimos nossos limites. A busca egoística da felicidade surtiu um efeito contrário, trazendo o sofrimento, resultante dos problemas ambientais e tecnológicos, e levando à proliferação das armas de destruição em massa.
Quaisquer que sejam as soluções globais duradouras para esses desafios, devem ser iniciadas com o que podemos chamar de revolução humana individual. Isso significa que, em vez de ser absorvida pelo eu menor, que é o ego, cada pessoa deve reconhecer sua ligação com todas as formas de vida do cosmos. Com isso, podemos fugir da obsessão pela ganância, avançar por um caminho mais compassivo e criar a felicidade tanto para nós como para os outros. Tenho a convicção de que essa é a chave para criar uma nova civilização fundamentada na dignidade da vida.

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