quinta-feira, 12 de agosto de 2021

“o grande caminho da paz”

 

daisaku ikeda

O professor Tsunesaburo Makiguchi, mestre e pai do sistema educacional Soka, promoveu antes de qualquer outra coisa o curso a distância voltado para as mulheres.

Ele acreditava que o aumento da participação delas na sociedade estaria ligado diretamente à paz e à felicidade da humanidade. Nessa atitude do presidente Makiguchi transparece o espírito do brado de Nichiren Daishonin: “Não deve haver discriminação entre os que propagam os cinco ideogramas do daimoku nos últimos dias da lei, sejam homens, sejam mulheres”2 e “Não há absoluta diferença entre a mulher, a Lei Mística  e o Buda Sakyamuni”.3

No entanto, no Japão, as circunstâncias são ainda muito desfavoráveis às mulheres.

Uma pesquisa intitulada Índice de Desigualdade Salarial entre Homens e Mulheres, apresentada no Fórum Econômico Mundial realizado em Genebra, na Suíça, em outubro de 2012, indica que o Japão está no 101o lugar entre os 135 países pesquisados [o Brasil é o 100o]. É um resultado extremamente baixo dentre os países mais desenvolvidos.

O conde Richard Coudenhove-Kalergi, defensor da unificação europeia e com quem publiquei um livro de diálogos, disse certa vez:

As mulheres são incomparavelmente mais pacifistas que os homens, pois elas possuem o instinto materno que concebe e cria a vida e, por isso, jamais desejam o massacre ou a matança. A natureza concedeu às mulheres uma missão que os homens não podem cumprir.

Somente quando as mulheres brilham é que a comunidade, a sociedade e todo o futuro resplandecem. Por essa razão, quero mais uma vez declarar que devemos objetivar uma sociedade na qual as mulheres brilhem, pois isso se tornará “o grande caminho da paz”.


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