terça-feira, 24 de agosto de 2021

mais conscientes da dignidade da vida

 

soka gakkai

Talvez não haja sofrimento maior do que se separar de um ente querido pela morte. E, embora saibamos com absoluta certeza que nosso tempo aqui é limitado e que ninguém pode escapar da impermanência da vida, isso não ajuda a nos preparar para o choque da morte ou para aceitar nossa própria inevitável separação deste mundo.


O budismo ensina que não devemos fugir da realidade da morte, mas enfrentá-la diretamente. Nossa cultura contemporânea tem sido descrita como uma que procura evitar e até negar a questão fundamental 
da nossa mortalidade. No entanto, é a percepção da
 morte que nos obriga a examinar a vida e procurar viver significativamente. A morte nos capacita a ver a vida como um tesouro e nos desperta para a preciosidade de cada momento compartilhado. Na luta para desafiar a tristeza da morte, podemos desenvolver um radiante tesouro de coragem nas profundezas do nosso ser. Por meio dessa luta, nós nos tornamos mais conscientes da dignidade da vida e mais capazes de sentir empatia com o sofrimento das pessoas.


Da perspectiva budista, vida e morte são duas fases de um continuum. A vida não começa no nascimento nem termina na morte. Tudo no universo, desde micróbios invisíveis no ar que respiramos até grandes galáxias espirais, passa por essas fases. Nossa vida individual é parte deste grande ritmo cósmico.


Tudo no universo e tudo o que acontece são partes da vasta teia viva de interconexões. A energia vibrante que flui por todo o universo, e que chamamos de vida, não tem começo nem fim. A vida é um processo contínuo e dinâmico de mudança.


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